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Pousoalegrense inova e vence o prêmio Estadão PME

Na manhã desta quinta-feira foram anunciadas as empresas vencedoras do Prêmio Estadão PME, em São Paulo. A Brigaderia, loja especializada em brigadeiros, foi a vencedora da categoria "Negócios Inovadores".

Foto: Exame

O negócio de Taciana Kalili, mineira nascida em Pouso Alegre, é mesmo uma extensão da sua infância, época em que ajudava a mãe nas tarefas domésticas.

– Estadão

Na manhã desta quinta-feira foram anunciadas as empresas vencedoras do Prêmio Estadão PME, em São Paulo. A Brigaderia, loja especializada em brigadeiros, foi a vencedora da categoria “Negócios Inovadores”. Fundada no início de 2010 pela empresária Taciana Kalili, a empresa se destacou por um expressivo crescimento de marca em um mercado pouco explorado.

Em dois anos de atuação, o faturamento da Brigaderia saltou de R$ 5 milhões em 2010 para R$ 10 milhões no ano seguinte e, em 2012, a meta é encerrar o ano com um faturamento de R$ 13 milhões. Atualmente com 150 funcionários e com a previsão de inaugurar uma nova fábrica que produzirá 50 mil docinhos por dia, em agosto, Taciana ainda se surpreende com o sucesso do empreendimento que fundou. “Jamais imaginaria estar aqui tão rápido. O prêmio vai ajudar a dar força para a empresa continuar mandando bem”, disse a empresária ao receber o prêmio.

– MSN

Desde menina a empresária Taciana Kalili, hoje com 35 anos, tinha a paciência necessária para enrolar brigadeiros, escolher os granulados coloridos, ralar o chocolate e triturar a castanha para fazer o doce mais tradicional da culinária brasileira. O cuidado com o preparo da guloseima aliado a paixão pela cozinha transformaram a Brigaderia – o negócio idealizado por Taciana – em caso de sucesso, vencedor na categoria Negócios Inovadores do 1º Prêmio Estadão PME.

“Eu sabia que estava fazendo uma coisa que as pessoas gostavam muito. Eu fazia (o brigadeiro) e acabava”, lembra. O negócio de Taciana, mineira nascida em Pouso Alegre, é mesmo uma extensão da sua infância, época em que ajudava a mãe nas tarefas domésticas. “Mineiro não sai da cozinha”, brinca a empresária. Mas antes de iniciar a Brigaderia, Taciana formou-se em administração de empresas e também especializou-se em moda.

A empresa só sairia do papel algum tempo depois, quando ela mudou-se para São Paulo. Recém-casada, a mineira planejou uma festa para o marido e, claro, usou e abusou dos brigadeiros – a ponto de os convidados ficarem surpresos quando Taciana contou que havia feito cada um dos docinhos servidos. Os pedidos de conhecidos começaram a chegar. Sem um trabalho fixo naquele momento, ela resolveu apostar em sua veia empreendedora e, dessa forma, criou a Brigaderia – negócio que faturou R$ 10 milhões no ano passado.

Mas Taciana não queria ser dona de um negócio comum. Por isso, desde o começo, ela apostou na inovação. Com a ajuda da mãe, Ana Maria Freitas, desenvolveu uma embalagem toda especial para acomodar os docinhos. Resultado: as caixinhas de madeira revestidas com tecidos coloridos deixaram o produto mais atrativo, que tornou-se opção para presentear. “No Natal de 2009 estouramos como uma opção de presente”, lembra a empresária com orgulho.

A primeira loja, aberta em março de 2010 no Shopping Market Place, foi concebida para ser um ambiente diferente em relação ao que os clientes normalmente encontram em grandes centros comerciais. “As pessoas estão sempre entrando e saindo. Não tem essa coisa cativante. Faltava isso. Hoje somos uma cafeteria, temos sobremesas e as pessoas passam muito tempo na loja.”

Projeções

O sucesso atual, porém, não satisfaz a empresária, que pretende encerrar o ano com dez lojas, faturar R$ 13 milhões e inaugurar uma fábrica com capacidade para aumentar em até dez vezes a produção de brigadeiros.

A intenção é levar ao consumidor a experiência de cada etapa da produção. “Será a Fantástica Fábrica de Brigadeiros, principalmente para as crianças”, destaca. Os planos de Taciana incluem a realização de workshops para mostrar como funciona a elaboração do doce.

Para garantir o crescimento da empresa, Taciana divide-se entre a fábrica e visitas aos pontos de venda. Tudo para assegurar que os produtos sejam desenvolvidos conforme os desejos do cliente. “A única maneira de fazer isso é estar na loja”, explica.

O lado social também é uma das preocupações da empresa. As 20 mil embalagens usadas todos os meses para acomodar os doces são produzidas por pessoas em tratamento na clínica de reabilitação para dependentes químicos Missão de Amor, que funciona na cidade natal da empresária. “A Brigaderia não existe sem essa história. As pessoas estão sendo recuperadas.”

Taciana reconhece que ajudou a criar um novo segmento de mercado – o das brigaderias -, mas ela tem certeza que o sucesso não seria tão grande caso o consumidor não tivesse adorado a ideia. “Isso você não consegue fazer sozinha. Você não cria um mercado sozinha e fica no seu mundinho. É preciso entender que isso virou um conceito, uma cultura. Assim como as pessoas compravam chocolates de luxo, atualmente elas compram doces para dar de presente. Quando você podia imaginar uma coisa dessas?”, questiona a empreendedora.

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