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Servidores se cadastram como Doadores de Medula Óssea

Chances de encontrar um doador não parental compatível atualmente é de apenas 0,1%. Quanto mais pessoas se cadastrarem maiores serão as chances.

Os servidores se sensibilizaram com a luta de pacientes com câncer no sangue depois de conhecerem a história de Renata Couto, que há quase dez anos luta contra um linfoma. Foto: Divulgação

Os servidores se sensibilizaram com a luta de pacientes com câncer no sangue depois de conhecerem a história de Renata Couto, que há quase dez anos luta contra um linfoma. Foto: Divulgação

Servidores da Superintendência Regional de Saúde de Pouso Alegre, sensibilizados com a situação de quem necessita de um transplante de medula óssea, estão se cadastrando como doadores de medula durante o mês de março. O transplante é a única chance de cura de muitos pacientes com câncer no sangue, problema que registra 500 mil novos casos a cada ano.

Os dados genéticos dos cadastrados são armazenados e cruzados com os dados dos pacientes que precisam de transplante de medula óssea. Quando o doador cadastrado é compatível com um paciente que aguarda o transplante, ele é informado e, apenas após ser confirmado seu desejo de doar, o cadastrado é chamado para fazer exames complementares e realizar a doação.

Conscientização dos servidores da Superintendência Regional de Saúde

Os servidores se sensibilizaram com a luta de pacientes com câncer no sangue depois de conhecerem a história de Renata Couto, que há quase dez anos luta contra um linfoma. A paciente, que aguarda um transplante de medula óssea, compartilhou com os servidores sua história de luta contra o câncer no sangue. O contato com os servidores foi feito por meio de uma palestra por ocasião da Semana de Mobilização Nacional de Doação de Medula Óssea, instituída pela lei 11.930/2009.

“Se cada um fizer a sua parte,  há mais chances de cura para pacientes com                                                                                                                não é para qualquer um e sim para quem sabe entender a                                                       câncer no sangue”. Afirma Taís Alessandra, estagiária de Redes de Atenção à Saúde. Foto: Divulgação

“Se cada um fizer a sua parte, há mais chances de cura para pacientes com
não é para qualquer um e sim para quem sabe entender a câncer no sangue”. Afirma Taís Alessandra, estagiária de Redes de Atenção à Saúde. Foto: Divulgação

A palestrante contou que é uma mulher como qualquer outra, se divide entre o trabalho, os afazeres domésticos e os cuidados com os três filhos, dois deles nascidos após ela receber o diagnóstico. Entretanto, mesmo com a jornada tripla, Renata ainda encontra tempo para fazer uma campanha permanente para a conscientização da população sobre a importância da doação de medula óssea. O trabalho já ajudou mais de vinte pacientes de várias partes do país a encontrarem doadores compatíveis e fazerem o transplante, única chance de cura em muitos casos de câncer no sangue.

O trabalho de Renata para a conscientização da população e a busca pelo apoio de legisladores foram importantes para que uma lei estadual fosse sancionada em 2013, a 20.835, a qual favorece a realização de transplantes e exige do poder Executivo ampla divulgação do endereço das unidades de saúde que fazem o cadastro de doadores no Registro Nacional de Doadores de Medula Óssea (Redome).

Para Taís Alessandra Reis, Estagiária de Redes de Atenção à Saúde da Superintendência, é importante a conscientização de todos:

Se cada um fizer a sua parte, há mais chances de cura para os pacientes com câncer no sangue.

Lucas Alves Silva, do setor de Protocolo da SRS, diz que está muito feliz em poder fazer parte do REDOME (Registro Nacional de Doadores de Medula Óssea).

“Acredito que isto seja mensurado como uma dádiva na minha vida. Oferecer voluntariamente vida, não é para qualquer um e sim para quem sabe entender o que realmente significa a palavra humanidade. Para quem chega ao ponto de entender a necessidade do próximo, isso se chama dádiva e isto faz um bem para todos. Espero que eu possa me tornar realmente um doador, isto é, que eu seja compatível com alguém”, afirma o servidor.

Segundo o Superintendente Regional de Saúde de Pouso Alegre, Gilberto Carvalho Teixeira, o cadastro é o primeiro passo em todo o processo de busca de doador compatível e retrata o espírito de doação que deve prevalecer em nossas vidas.

Para Lucas Alves (centro), “Oferecer voluntariamente vida,  não é para qualquer um e sim para quem sabe entender a   necessidade do próximo (..)”.

Para Lucas Alves (centro), “Oferecer voluntariamente vida, não é para qualquer um e sim para quem sabe entender a necessidade do próximo (..)”.

Busca por novos doadores de medula óssea

Assim como a lei estadual 20.835, a lei 11.930/2009 – que instituiu a Semana de Mobilização Nacional de Doação de Medula Óssea e é conhecida como lei Pietro (uma homenagem do autor da lei, o Deputado Federal Beto Albuquerque, ao filho que o deputado perdeu para a leucemia) – é um estímulo para a conscientização de mais brasileiros sobre a importância da doação de medula.

Desde o surgimento da Lei Pietro, em 2009, as campanhas em prol do cadastro de doadores de medula óssea se intensificaram e o número de cadastrados no Registro Nacional de Doadores de Medula Óssea (Redome) aumentou de 750 mil para mais de três milhões de pessoas.

Servidores da Superintendência Regional de Saúde de Pouso Alegre, estão se cadastrando como doadores de medula durante o mês de março.  Foto; Divulgação

Servidores da Superintendência Regional de Saúde de Pouso Alegre, estão se cadastrando como doadores de medula durante o mês de março. Foto; Divulgação

Leis e campanhas têm estimulado novos cadastros em Minas Gerais. Apenas em 2013, foram cadastrados 380 mil novos doadores de medula óssea no estado. Contudo, para fazer frente à doença no Brasil, é necessário chegar a 10 milhões de doadores de todas as etnias no país. Apenas assim, pacientes como Renata conseguirão finalmente um doador compatível e poderão realizar o transplante.

Como se cadastrar

Para fazer o cadastro, é necessário:

  • Ter entre 18 e 55 anos;
  • Ter boa saúde (não ter doença infecciosa transmissível pelo sangue);
  • Ir até o Hemocentro, apresentar um documento de identidade com foto, preencher um formulário com os dados pessoais e permitir a coleta de 5 ml de sangue;
  • Para fazer o cadastro, não é necessário jejum e não há problema se o interessado em se cadastrar estiver fazendo uso de medicação.

Em Pouso Alegre, o Hemocentro funciona de segunda a sexta-feira, das 7h às 12h, à Rua Comendador José Garcia, 825, próximo ao Hospital das Clínicas Samuel Libânio. Telefone: 3449-9900.

Para saber mais sobre o cadastro de doador, a doação e o transplante de medula óssea, acesse o site do Instituto Nacional de Câncer no link.

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