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Pouso Alegre desafia entraves à expansão

Excesso de impostos e a burocracia são apontados como entraves para um verdadeiro “boom” de desenvolvimento no Sul de Minas

Rotas Pouso Alegre

FIEMG Com mão de obra altamente qualificada e logística privilegiada por sua localização estratégica, às margens da Fernão Dias, Pouso Alegre passa por um momento único de expansão. A cidade atrai investimentos de porte como a chinesa , fabricante de máquinas para construção que deverá ser inaugurada ainda este semestre, e fornecedores de olho nas oportunidades que a indústria trará para a região. A Anac já aprovou a construção do aeroporto de cargas no município, o que aumentará o dinamismo de uma economia que cresce em ritmo acelerado. O excesso de impostos e a burocracia, entretanto, ainda são entraves para um verdadeiro “boom” de desenvolvimento no Sul de Minas, na opinião do presidente da Fiemg Regional Sul, Ary Novaes.

“Os custos e os prejuízos causados por estes dois fatores para a indústria são monstruosos”, ressaltou o dirigente.

Pouso Alegre foi a quarta cidade a receber o projeto Rotas para o Futuro, realizado pela Fiemg em parceria com Sebrae e VB Comunicação nesta terça-feira (15/04). Até o final de maio, 14 municípios serão sede dos debates sobre rumos, perspectivas e soluções para o fortalecimento industrial e o desenvolvimento regional, com foco, nesta edição, em saúde e segurança no trabalho.

“Vivemos no país da norma. O assunto é complexo e precisa ser entendido”, frisou Novaes.

Para a advogada e consultora trabalhista Maria Inez Diniz de Medeiros, que coordena as palestras, as empresas estão preocupadas e investindo como nunca nessa questão. Segundo ela, o próprio evento, que lotou o auditório da Fiemg em Pouso Alegre, é uma prova da importância do tema para o setor produtivo.

“O grande desafio das indústrias é fazer do trabalho uma forma de produção com vida saudável. O trabalho não pode ser uma ameaça à saúde do trabalhador, mas atender às necessidades da empresa e do empregado”, salientou Maria Inez.

No Brasil, os gastos previdenciários decorrentes de acidentes de trabalho somam mais de R$ 15 bilhões por ano. “Nossa legislação é inadequada, complexa, extensa”, reforçou Medeiros. Estimular os empresários a colocar em prática a gestão de saúde e segurança em suas empresas, na opinião do palestrante, é o grande objetivo do evento.

“Os ganhos são para ambos os lados, com redução da incidência de acidentes e doenças, queda de absenteísmo, menor rotatividade de mão de obra e maior produtividade”, exemplificou Medeiros.

A Fiemg lançou uma cartilha com noções básicas sobre saúde e segurança, que foi distribuída durante o debate. Está desenvolvendo também uma cartilha com abordagem específica para cada setor da indústria. A primeira, já lançada, é do segmento de calçados.

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