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Advogado foragido que atuou em Pouso Alegre é preso

Clóvis Czegelski estava foragido desde 2012, quando trabalhava em um escritório de Pouso Alegre. Ele foi preso no Rio de Janeiro.

Condenado por corrupção e receptação na Bahia, um advogado que atuou durante alguns anos em Pouso Alegre e usou um atestado de óbito falso para não cumprir a pena foi preso no Rio de Janeiro. A prisão foi realizada em maio por policiais do Grupo de Investigação Complementar (GIC) da 33ª DP (Realengo), na loja e fábrica de móveis que havia aberto em Realengo, na Zona Oeste do Rio.

Os agentes chegaram até Clóvis Roberto Czegelski, 36 anos, através de denúncia anônima e a prisão foi possível graças ao aplicativo Sistema Nacional de Segurança Pública (Sinesp) Cidadão, que permite a consulta de mandados de prisão em todo território nacional.

Advogado forjou a própria morte. Foto:  Divulgação

Advogado forjou a própria morte. Foto: Divulgação

“Como o mandado de prisão dele foi expedido pela Justiça da Bahia, não temos acesso pelo banco de dados da delegacia, que se restringe às decisões judiciais do Rio de Janeiro”, explicou um dos policiais responsáveis pela prisão.

Em dezembro de 2011, Clóvis – que é Natural da cidade de Giruá, no Rio Grande do Sul – foi condenado na Bahia a cinco anos e quatro meses de prisão em regime semiaberto pelos crimes de corrupção ativa e receptação qualificada. O advogado dele na ocasião, Luis Renato Leite de Carvalho, alegou à Justiça baiana que o cliente não poderia cumprir a pena porque já estava morto.

No entanto, a certidão de óbito entregue no Fórum de Salvador, supostamente emitida por um cartório do município de Boa Esperança, em Minas Gerais, não convenceu a juíza Ivone Bessa Ramos, responsável pelo caso. A magistrada então consultou o cartório sobre a veracidade da certidão e achou um detalhe curioso: a data de nascimento do advogado, segundo o documento, teria sido no dia 22 de novembro de 2011.

Na época, o cartório respondeu que não existia nenhuma certidão que confirmasse a morte do advogado e um despacho foi enviado à Corregedoria de Justiça do Estado de Minas Gerais para que o órgão apurasse a suspeita de falsidade.

Fonte: O DIA / Divulgação Polícia Civil do RJ

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