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Violência Psicológica responde por mais da metade dos conflitos domésticos em Pouso Alegre

Dos 110 casos atendidos pelo entro Integrado da Mulher entre agosto e outubro, 58 trataram desse tipo de abuso.

A violência psicológica tem sido a agressão mais comum nos conflitos que ocorrem nos lares de Pouso Alegre. A vítima, na quase totalidade das vezes, é a mulher. Os dados são do Centro Integrado da Mulher (CIM), órgão ligado à Secretaria Especial de Políticas Públicas para as Mulheres e Promoção dos Direitos Humanos. Dos 110 casos de violência familiar atendidos no Centro entre os meses de agosto e outubro, 58 foram de agressões psicológicas, montante equivalente a 52% do total.

A violência física vem em segundo lugar, respondendo por 16,3% das ocorrências, seguida da violência moral (12,7%), verbal (9%), sexual (7,2%) e patrimonial (1,8%). “A violência psicológica pode não deixar marcas físicas visíveis, mas provoca danos de autoestima, medo, ansiedade e tem um efeito cascata sobre toda a família”, observa chefe da pasta, Anete Perrone.

Foto: Divulgação Ascom PMPA

Foto: Divulgação Ascom PMPA

Cada caso atendido no CIM dá origem a um amplo trabalho de acolhimento e aconselhamento. As 110 ocorrências registradas no Centro deram origem a 475 atendimentos, sendo 57 voltados para a assistência social, 232 acompanhamentos psicológicos, 139 acolhimentos, 23 ações da Patrulhas de Prevenção a Violência Doméstica (PPVD), averiguação de 15 denúncias e nove visitas domiciliares. Ao todo, foram atendidos 125 adultos e 107 crianças entre os meses de agosto e outubro.

Como explica Anete Perrone, o trabalho do CIM é voltado para toda a família. “Atuamos em frentes multidisciplinares quando tratamos da violência doméstica, porque ela afeta não apenas a vítima das agressões, mas toda a família”, analisa.

O atendimento
As mulheres e crianças que chegam ao Centro Integrado da Mulher são acompanhadas por uma equipe multidisciplinar. O local conta com psicóloga, assistente social e um advogado. O grupo tem a missão de resgatar a autoestima dessas mulheres e reintegrá-las à vida social. No centro, estão sediadas ainda outras ações como a Patrulha de Prevenção à Violência Doméstica (PPVD), uma parceria da Prefeitura com a Polícia Militar, e o Núcleo de Apoio à Família dos Presos (NAF), parceria com o governo do estado.

A Patrulha de prevenção atua de segunda a sexta com apoio do CIM. Auxiliada por dois policiais militares, ela pode intervir em casos de violência e registrar o Boletim de Ocorrência. Mas o trabalho não para por aí. A mulher vítima de violência recebe orientação jurídica e a família passa a ser acompanhada pela equipe do CIM. O atendimento é feito o dia todo, das 8h às 17h. Das 12 às 20h, os agentes da patrulha fazem visitas às residências das vítimas.

Entenda
A violência no âmbito doméstico ou familiar caracteriza-se por atos de brutalidade, abuso, constrangimento, desrespeito, discriminação, impedimento, imposição, invasão, ofensa, proibição, sevícia, agressão física, psíquica, moral ou patrimonial e caracteriza relações intersubjetivas definidas pela ofensa e intimidação pelo medo e terror. Qualquer pessoa que se encontre em alguma dessas situações pode entrar em contato com a Secretaria de Direitos Humanos pelo telefone 3421-7085. O Centro Integrado da Mulher fica na Av. Tuany Toledo, 390, no bairro Fátima I.

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