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Sul de Minas esta entre as regiões com maior incidência de raios por ano

Atualmente, Minas Gerais tem média anual de 1,1 milhão de descargas atmosféricas; Cemig alerta sobre cuidados.

As regiões do Estado mais atingidas são o Sul de Minas, Zona da Mata e Região Metropolitana de Belo Horizonte. Imagem: Divulgação

As regiões do Estado mais atingidas são o Sul de Minas, Zona da Mata e Região Metropolitana de Belo Horizonte. Imagem: Divulgação

O aumento na incidência de raios durante o período chuvoso, que se estende até abril, traz riscos à segurança da população, principalmente durante as pancadas de verão, tão comuns nesta época do ano. Por esse motivo, a Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig) alerta sobre esse tipo de acidente e ressalta os cuidados com os aparelhos eletroeletrônicos durante as tempestades. Minas Gerais é um dos locais que mais registram a ocorrência de raios por ano. Atualmente, o Estado tem média anual de 1,1 milhão de descargas atmosféricas. Além disso, segundo dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) aconteceram 130 mortes em Minas entre 2000 e 2013, número menor apenas que o de São Paulo.

De acordo com o meteorologista da Cemig, Arthur Chaves, Minas Gerais tem características geográficas e meteorológicas que justificam a grande incidência de descargas atmosféricas. Ainda segundo o meteorologista, as regiões do Estado mais atingidas como Sul de Minas, Zona da Mata e Região Metropolitana de Belo Horizonte estão sob o efeito de fenômenos meteorológicos como frentes frias e linhas de instabilidades – que provocam as “chuvaradas”, chuvas fortes de curta duração e que podem provocar alagamentos –, além da contribuição do relevo e da posição geográfica que conforma o clima tropical. Destaca-se ainda o Oceano Atlântico como fornecedor de umidade para o Sul de Minas e Zona da Mata, proporcionando a formação mais frequente de nuvens de chuva.

O engenheiro de Tecnologia e Normalização da Cemig, Demétrio Venício Aguiar, destaca alguns procedimentos básicos que devem ser adotados durante as tempestades. Segundo o especialista, todos os equipamentos elétricos devem ser retirados das tomadas, evitando riscos de queima ou à segurança das pessoas. “Apesar da rede elétrica possuir dispositivos de proteção contra sobretensões, durante as chuvas o raio pode cair nos fios da rede elétrica e, apesar de remota, existe a possibilidade de chegar às residências por meio da fiação, podendo atingir os aparelhos e até os moradores se estiverem em contato com eles”, destaca.

Outro ponto importante é que, durante períodos de rajadas de ventos e descargas atmosféricas, as antenas de TV podem se desregular. “Se isso acontecer, ninguém deve subir nos telhados para ajustá-las, pelo risco de queda, de choque elétrico e de ser atingido por um raio”, explica o engenheiro da Cemig.

De acordo com o engenheiro, se houver a necessidade de utilizar o telefone durante as tempestades, a melhor opção é o celular, desde que o aparelho não esteja plugado na tomada, ou o telefone sem fio. Porém em ambos casos deve-se evitar a permanência em lajes altas ou locais descampados, independentemente de estar ou não com os aparelhos. Demétrio Aguiar alerta, ainda, para os danos que as descargas elétricas podem provocar no corpo humano. “O raio provoca queimaduras gravíssimas e pode provocar parada cardiorrespiratória, que pode levar a pessoa à morte”, alerta.

Uma das ocorrências mais graves em redes de distribuição é o fio partido, que acontece na maioria das vezes em dias de eventos climáticos de grande vulto, como tempestades ou ventanias. “Caso alguém se depare com um cabo partido, é imprescindível que se mantenha distante do local, se possível não permitindo que outras pessoas se aproximem, e ligue imediatamente para o Fale com a Cemig, no telefone 116, que funciona 24 horas por dia.”

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