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Em briga de trânsito, Promotor dá voz de prisão a PM em Pouso Alegre

Testemunhas disseram que a policial chutou o promotor de justiça. A soldado nega agressão.

A soldado, o promotor e testemunhas foram encaminhados para a Delegacia de Polícia de Pouso Alegre, Foto: Whatsapp

A soldado, o promotor e testemunhas foram encaminhados para a Delegacia de Polícia de Pouso Alegre, Foto: Whatsapp

Vídeo mostra confusão:

Uma policial militar recebeu voz de prisão de um promotor de justiça nesta manhã de quinta-feira (5) no centro de Pouso Alegre. A ordem teria vindo depois de uma briga de trânsito entre os dois.

A policial militar, Fátima Luz, fazia atendimento de uma ocorrência de acidente de trânsito, e teria parado seu carro particular em frente à garagem do prédio, onde o promotor Ricardo Tadeu Linardi reside. A confusão aconteceu quando o promotor pediu que a policial militar retirasse o veículo para dar acesso a garagem.

Segundo o promotor a policial chegou a agredir com chutes: “Foi um ato de agressão, um ato de arbítrio. Está presa em flagrante delito por mim e vai ser conduzida à delegacia de polícia”, declarou Linardi. “Ela parou o carro particular dela diante da vaga de garagem para atender um acidente de trânsito. Cessada a emergência, ela não removia o carro dela daqui. Foi arrogante, me desacatou enquanto promotor de justiça. Por isso foi presa em flagrante delito e, ao ser presa, resistiu e me agrediu com chutes”, relatou mostrando as pernas.

Vídeo: promotor explica o fato:

Na versão da soldado Fátima Luz, a voz de prisão não se justifica. “Quando ele pediu para retirar o carro, eu pedi um momento para colocar um cone e preservar o local do acidente. Ele disse: ‘tira daqui, tira daqui que eu sou promotor’. Eu disse: ‘Senhor promotor, aguarde que eu vou pegar a chave’. Ele não esperou e fez essa balbúrdia toda. Porém, ele não se preocupou com a vida dessas pessoas”, defendeu-se.

Testemunhas no local confirmaram que a policial teria desacatado a ordem do promotor de retirada do veículo, e que ao receber voz de prisão a soldado o teria agredido fisicamente.

A soldado, o promotor e testemunhas foram encaminhados para a Delegacia de Polícia de Pouso Alegre.

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