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Arquidiocese lembra os 25 anos de morte de Dom José D’Ângelo

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Arquidiocese de Pouso Alegre – Todas as Paróquias da Arquidiocese de Pouso Alegre são convidadas a fazer memória no próximo domingo, 31, dos 25 anos de falecimento de seu primeiro Arcebispo, Dom José D’Ângelo Neto. Que nas celebrações Eucarísticas, seja colocada a intenção pela alma dele e que também, dentro da possibilidade, alguma pessoa que tenha convivido com Dom José possa contar um pouco dessa experiência.

A pessoa de Dom José é, para a Arquidiocese de Pouso Alegre, o sinal de pastor que de fato deu a vida pelas ovelhas em sua ação pastoral, imediatamente após o período do Concílio Vaticano II.

Dom José D’Ângelo tomou posse da então Diocese de POuso Alegre no dia 29 de junho de 1960. Dois anos depois, em 23 de setembro, foi criada a Província Eclesiástica de Pouso Alegre, pela Bula do Papa João XXIII “Qui tanquam Petrus”, elevando a sede episcopal a Arquidiocese, bem como Dom José a seu primeiro arcebispo metropolitano.

Como bispo da Igreja participou das sessões do Concílio Vaticano II em Roma, entre os anos de 1962 e 1965. Grande empreendedor, iniciou a construção do prédio do Seminário Arquidiocesano em Pouso Alegre. Na época, era uma fazenda de 37 alqueires. O Seminário foi transferido do antigo prédio, onde hoje é o Colégio Estadual, para o prédio atual em 1968.

Pós-Concílio
Nesse período difícil para a Igreja, com muitos considerando que o CVII era uma ruptura com a Tradição da Igreja e com sua caminhada histórica, Dom José guiou a Arquidiocese com sabedoria e prudência, dando sempre prova de seu grande amor para com a Igreja de Cristo. Sem dúvida, esse período lhe causou muitos sofrimentos.

Dom José D’Ângelo Neto durante a elevação da Diocese a Arquidiocese, em 23 de setembro de 1962// Foto: Fuvs

Dom José D’Ângelo Neto durante a elevação da Diocese a Arquidiocese, em 23 de setembro de 1962// Foto: Fuvs

Na década de 1970, com o advento do apostolado dos leigos, Dom José incentivou-os sempre mais a participação na vida da Igreja. Com carinho, orientou o movimento de Cursilhos de Cristandade. Ele fundou o Centro Catequético na Arquidiocese.

Dom José D’Ângelo Neto foi presidente e reitor da Fuvs durante quase 30 anos// Foto: Fuvs

Dom José D’Ângelo Neto foi presidente e reitor da Fuvs durante quase 30 anos// Foto: Fuvs

Em sua atuação pastoral, nas décadas de 1970 e 1980, realizou diversas assembleias pastorais que, de acordo com a realidade da época, respondiam às necessidades pastorais da Arquidiocese, colocando sempre a Igreja de Pouso Alegre na renovação do Concílio Vaticano II.

Seu amor e dedicação para com as obras da vocações sacerdotais foi grande. Mesmo diante das dificuldades financeiras, nunca fechou o Seminário. Ele ordenou 41 sacerdotes e 4 diáconos em 30 anos de episcopado. Ele também foi responsável pela criação da Fundação Vale do Sapucaí, onde ocupou o cargo de presidente e reitor por quase 30 anos.

Dom José D’Ângelo Neto faleceu no dia 31 de maio de 1990, em Belo Horizonte. Seu corpo está enterrado na cripta da Catedral Metropolitana de Pouso Alegre.

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