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“Projeto apresentado para o Aeroporto de PA é inviável”, afirma vereador

Opinião do vereador Hamilton Magalhães (PTB) tem levantado discussões sobre a viabilidade do projeto apresentado pela FGV para o aeroporto de cargas em Pouso Alegre

Projeto para aeroporto de cargas tem gerado dúvidas.

Projeto para aeroporto de cargas tem gerado dúvidas.

O projeto do aeroporto de cargas em Pouso Alegre tem sido o principal assunto de discussão política em Pouso Alegre. Anos depois do anúncio da intenção do aeroporto em Pouso Alegre, o projeto foi protocolado Câmara, e desde então a pressão para que os vereadores aprovem o projeto o mais rápido possível não para de aumentar.

Enquanto a bancada de apoio ao governo, formada pelo PV, PMDB e PROS, discursam de forma que aumente a pressão para que o projeto seja votado rapidamente, o restante dos vereadores afirma que são necessários mais estudos antes de se aprovar um projeto de tamanha magnitude. O presidente da casa, (PT) afirmou que não haverá prazo, já que as comissões tem liberdade para analisar os projetos. Em comum, esta que o discurso da maioria dos vereadores se refere à importância deste projeto.

<a class='post_tag' href='http://pousoalegre.net/topicos/hamilton-magalhaes/' >Hamilton Magalhães</a>: a Fundação deixou claro que o projeto é inviável

: a Fundação deixou claro que o projeto é inviável

Mas entre a opinião de todos os vereadores, uma em especial chamou a atenção da sociedade. O vereador (PTB) foi o único a se declarar contra o projeto que foi apresentado pelo executivo para o Aeroporto de Cargas. Segundo o vereador, o projeto como apresentado seria inviável. Hamilton conseguiu com a assinatura de outros vereadores que a Câmara receba um especialista da Fundação Armando Álvares Penteado (FAAP), para fazer uma palestra aberta sobre o projeto.

A opinião de Hamilton foi publicada no Jornal Diário e em sua página pessoal em uma rede social.

Confira na integra a opinião do vereador.

“Como presidente da Comissão de Orçamento e Finanças estou tentando junto ao presidente da Câmara, a contratação de um profissional especializado em infraestrutura de transporte aéreo para elucidar os vereadores e a população (sobre o projeto). Ele já se dispôs a vir aqui na cidade e participar de uma palestra aberta.

Com relação ao projeto apresentado pela FGV, a Fundação deixou claro que o projeto é inviável, tanto que existe uma troca, onde a prefeitura teria que ceder o aeroporto antigo para que viabilizasse o projeto do novo aeroporto. Nos cálculos da FGV ela prevê um aumento de ISS na ordem de R$2 milhões por ano. Para gerar essa arrecadação você precisa de um faturamento de R$100 milhões.

Na melhor das hipóteses, R$100 milhões investidos em uma atividade produtiva, daria 10 % ao ano (R$10 milhões). Os R$500 milhões que seriam investidos no aeroporto pelo investidor, em qualquer aplicação, ele teria R$70 milhões ao ano. Então aí o investidor estaria perdendo R$60 milhões ao ano.

No outro cálculo, a própria FGV deixa claro que a expectativa do aeroporto daqui é obter 10% das cargas do aeroporto de Campinas, o Viracopos. Este aeroporto já está operando 20% abaixo da sua capacidade se comparado ao mesmo período do ano passado. Ele já então perdeu 20% de sua carga.

Viracopos opera 260 mil toneladas de cargas ao ano. 10% disso são 26 mil toneladas. Então teríamos 260 aviões pousando em Pouso Alegre ao ano, menos de 1 por dia. Fica claro aí, que o projeto não é factível (executável).

Com relação ao projeto de lei que nos foi enviado (pelo executivo) está claro que a Prefeitura cede o terreno do nosso aeroporto de 360 mil metros quadrados, uma área valorizada na cidade, onde o metro quadrado tem um valor de mercado de R$ 200. Se você multiplicar terá algo em torno de R$ 72 milhões. Neste mesmo projeto de lei diz que este imóvel pode ser alienado para financiamento.

Então o vencedor da operação vai até o banco, dá este terreno do aeroporto antigo como garantia, levanta R$ 72 milhões e vai comprar a área do novo aeroporto. Ele vai poder pagar até R$300 mil no alqueire de terra lá, quando na realidade custa até R$ 200 mil.

Essa operação, se ele conseguir comprar os 250 alqueires naquela região a R$ 200 mil o metro, gastar 50 milhões e ter uma receita de R$ 72 milhões. Ai já tem um superávit de R$ 22 milhões.

São estas questões que a gente tem que estudar com muita calma. Por isso estou solicitando à Câmara que contrate esse profissional para nos ajudar para dar um discernimento neste projeto. Eu não vejo viabilidade no projeto.

Se a gente tiver duas, três, quatro opiniões de que existe um investidor, que o dinheiro vai estar aqui, que não vai operar menos de 1 voo por dia, eu tenho certeza que esse projeto passa com 15 votos. Mas do jeito que está eu sou contrário ao projeto por não ter viabilidade e nem informações suficientes que me convençam do contrário.

Eu perguntei para os palestrantes da FGV: Eu sou investidor, tenho dinheiro e me dê três motivos para investir aqui? Eles não deram.

Farei três reuniões da comissão da qual faço parte. Serão convidados os secretários da administração e o professor Mario Pascarelli Filho, da Fundação Armando Álvares Penteado
(FAAP), para apresentar alguns números e respostas para este projeto.”

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