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Uso de celular ao volante é mais perigoso do que dirigir embriagado

Envio de mensagens retarda o tempo de reação em 35%, percentual bem acima da demora provocada pelo álcool (12%) no organismo.

Uso de celular ao volante é mais perigoso do que dirigir embriagado.

Uso de celular ao volante é mais perigoso do que dirigir embriagado.

O uso de aparelho celular ao volante, além de ser infração de trânsito pode ser muito perigoso. Uma pesquisa da instituição inglesa RAC Foundation revelou que 45% dos condutores ingleses usam o celular para enviar torpedos. O estudo identificou ainda que o envio de mensagens retarda o tempo de reação em 35%, percentual bem acima da demora provocada pelo álcool (12%) no organismo. Por isso, o hábito é tão perigoso.

De acordo com pesquisa realizada pelo Observatório Nacional de Segurança Viária, 98% dos acidentes de trânsito são causados por erro ou negligência humana, e uma das principais falhas cometidas pelos condutores nas ruas e estradas é o uso de celular ao volante, que está em 1º lugar do ranking.

Segundo a gerente de Educação de Trânsito do Detran, Geny Polanco, utilizar telefone celular ao volante é um dos pecados que os motoristas podem pagar com própria vida, “ler uma mensagem de texto com o carro a 60 quilômetros por hora equivale a percorrer 76 metros as cegas, causando desde a lentidão no trânsito até acidentes graves”, afirma.

Segundos fatais

Quem insiste em fazer as duas coisas ao mesmo tempo, deve ficar atento aos fatos. A matemática, a física e a medicina já se dedicaram ao estudo desse comportamento e chegaram à mesma conclusão: é impossível ter a competência exigida ao volante falando ao telefone. Mestre em transportes e professor do curso de engenharia civil da Fundação Educacional Inaciana (FEI), de São Paulo, Creso de Franco Peixoto explica o que chama de tempos e perdas de tempos.

Segundo o especialista, é consenso mundial que a pessoa demora 2,5 segundos para começar a frear diante de um imprevisto na rodovia, com o carro a 80km/h ou 100km/h. “É 1,5s para perceber o obstáculo inesperado e 1s para reagir”, explica. “Se a pessoa está na cidade, o tempo de reação é menor: 0,75s.” Os pesquisadores descobriram que o condutor leva 2s para digitar dois algarismos no celular. “Ela tira os olhos da via por 2s, acessa duas teclas, olha de novo para a pista e, assim sucessivamente”, relata Peixoto.

E para quem argumenta que apenas checa quem está ligando, uma outra pesquisa da FEI calculou o tempo necessário para o motorista pegar o telefone — no banco do passageiro — e ler o número de quem está chamando. Os estudiosos descobriram que são necessários 4,5s. “O tempo é cinco vezes maior do que o necessário para você ver o obstáculo e reagir a ele para evitar uma colisão ou um atropelamento na cidade que podem ser fatais”, destaca Peixoto.

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