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Pastor de seita religiosa acusada de trabalho escravo é preso em Pouso Alegre

Seita religiosa é acusada de manter fiéis em situação análoga à escravidão.

O pastor de uma seita religiosa foi preso pela Polícia Federal nesta segunda-feira (17) em Pouso Alegre. Segundo a PF, o pastor era um dos lideres da seita conhecida como “Comunidade Evangélica Jesus, a verdade que marca”. A seita é acusada de manter fiéis em situação análoga à escravidão e se apoderar de todos os bens das vítimas.

Alem do pastor em Pouso Alegre, outras cinco pessoas que formariam a cúpula da seita religiosa foram detidas em Minas Gerais e Bahia. Além disso, foram bloqueados bens que pertencem aos líderes da seita, entre eles, 39 imóveis rurais em Minas Gerais e Bahia, documentos e computadores. A polícia também pediu o bloqueio pelo Detran de mais de 100 veículos que pertenciam à seita, inclusive carros de luxo.

Os suspeitos estão presos temporariamente por cinco dias, podendo ser prorrogada as prisões por mais cinco dias. Os envolvidos podem responder por tráfico de pessoas, organização criminosa, falsidade ideológica e lavagem de dinheiro.

A seita religiosa

De acordo com o delegado da Polícia Federal em Varginha (MG), João Carlos Girotto, os fiéis frequentavam uma igreja com sede na capital de São Paulo e em seguida eram convencidos a participar da seita religiosa no interior do estado com uma mudança completa de vida.

Seita é investigada desde 2011 (Foto: Reprodução EPTV)

Seita é investigada desde 2011 (Foto: Reprodução EPTV)

“[Eles eram levados para o interior do estado] sob a promessa de que viveriam em comunidades onde vigeria o princípio da igualdade absoluta. Todos os bens seriam de todos. Ao adentrarem na seita, as pessoas são convencidas a entregarem todos os seus bens, móveis e imóveis, e na sequência são transferidas para fazendas, onde trabalham sem remuneração. Lá eles também têm a liberdade cerceada e ao irem para as cidades, são escoltadas por membros da seita”, explica Girotto.

Assim que entravam na seita, os fiéis assinavam um termo de doação de todos os seus bens. Além disso, os membros trabalhavam nas fazendas da organização, executando atividades agrícolas, além de  postos de combustíveis e restaurantes. Os funcionários assinavam recibos de pagamento pelos serviços, mas não recebiam os salários, que ficavam com a seita. “[Os líderes conseguiam um] um lucro exorbitante com o trabalho deles e doações”, completa Girotto

Segundo a PF, a estimativa é que o patrimônio recebido em doações dos fiéis chegue a pouco mais de R$ 100 milhões. Parte desse patrimônio teria sido convertido em grandes fazendas, casas e veículos de luxo.

A seita começou a ser investigada em 2011 e os trabalhos resultaram na deflagração da “Operação Canaã” em 2013. Segundo a Polícia Federal, a seita é oriunda de Ribeirão Preto (SP), mas em 2005, mudou-se para o interior de Minas Gerais.

Com informações do G1

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