PousoAlegrenet

Menu

Professor Aldo Morelli é o mais novo Doutor da FAI

Tese ligada a inovação em empresas de base tecnológica foi defendida em novembro na Universidad de la Empresa - UDE, em Montevideo.

Professor da FAI, Aldo Morelli, defendeu tese de doutorado na Universidad de la Empresa - UDE, em Montevideo. Foto: Ascom FAI

Professor da FAI, Aldo Morelli, defendeu tese de doutorado na Universidad de la Empresa – UDE, em Montevideo. Foto: Ascom FAI

O professor Aldo Ambrósio Morelli é o mais novo doutor da FAI. Ele defendeu sua tese de doutorado com o tema A Influência dos Investimentos e da Cultura Organizacional no Processo de Inovação nas Empresas de um Cluster de Base Tecnológica no dia 6 de novembro na UDE – Universidad de la Empresa, em Montevideo, Uruguai.

Há trinta anos atuando como professor da FAI, Morelli conta que seu interesse pelo tema se deu pelo modelo do Cluster de Santa Rita do Sapucaí que tem sua base na educação e hoje é referência.

De acordo com o professor, o estudo teve como objetivo  compreender cada estágio da inovação desenvolvido pelas empresas de base tecnológica do Cluster Eletroeletrônico de Santa Rita do Sapucaí. “Buscamos identificar os fatores e ações que podem ser correlacionados ao processo inovativo com o propósito de recomendar maior atenção e estímulo a eles, para acelerar o desenvolvimento e diferenciação das empresas que constituem o referido Arranjo Produtivo Local – APL, aumentando seu crescimento e conseguindo sua perenidade”, explica.

A pesquisa, realizada em 2013,  foi direcionada para as empresas de base tecnológica associadas ao Sindicato das Indústrias de Aparelhos Elétricos, Eletrônicos e Similares do Vale da Eletrônica – Sindvel e a Associação Industrial de Santa Rita do Sapucaí. Noventa e cinco delas participaram da pesquisa.

DESTAQUES DA PESQUISA

O estudo apresentou alguns dados interessantes. Constatou-se que o maior aporte direcionado a pesquisa e desenvolvimento para inovação nas empresas é feito pelos próprios empresários, sendo que 97% deles investiram nesta área entre 2011 e 2012 (período pesquisado). Apenas 32% das empresas conseguiram algum tipo de recurso público de órgãos de fomento para investimento em inovação.

O investimento privado gera quase 20% de inovação nas empresas, segundo a estatística aplicada. Achou-se uma correlação significativa entre a cultura existente para inovação, o incentivo e a união dos atores locais que resultam em mais de 10% de inovação. Verificou-se que  há uma forte correção entre o incentivo estadual e inovação em mais de 10% das empresas.

A pesquisa apresentou alguns fatores que são determinantes para a competitividade das empresas pesquisadas. São eles: qualidade final do produto; qualidade de matéria prima e serviços; qualificação de mão-de-obra; prazo de entrega dos fornecedores; capacidade de produção; capacitação de pessoas que trabalham com pesquisa e desenvolvimento, custo de mão-de-obra e custo do produto.

Os fatores que motivam a inovação nas empresas também foram detectados no estudo.  São eles: criar uma vantagem competitiva; aumentar a demanda,  a eficiência e a produtividade; melhorar o desempenho da produção; reduzir custos; criar uma visão estratégica de futuro para a empresa; diferenciar os produtos e ganhar fatias de mercado.  E também os que dificultam a inovação: falta de uma política clara do governo para inovação; linha de crédito voltada para inovação, especialmente para empresas de menor porte e excessiva carga tributária, especialmente quando a empresa lança uma inovação e não sabe qual será o seu resultado no mercado, mas sabe exatamente quanto terá de pagar em impostos.

O professor apresenta as conclusões de seu  trabalho: “O que constatei é que muitas empresas desenvolvem uma inovação, coloca-a no mercado e aguarda os resultados. Posteriormente, começa a desenvolver uma nova inovação. O ideal é que as empresas criem inovações em processos contínuos e não deixem ‘gaps’ entre uma inovação e outra, atendendo e antecipando demandas de mercado”.

Com este aprofundado estudo, Morelli espera sensibilizar os agentes públicos sobre a necessidade de apoio financeiro junto às empresas para a pesquisa e o desenvolvimento de inovação que possam gerar novos produtos e serviços e melhoria nos existentes. “Assim será possível fortalecer as nossas empresas e colocar o Brasil no caminho dos países mais desenvolvidos do mundo que investem neste sentido obtendo excelentes resultados”, finaliza.

Deixe um comentário

Os comentários são de responsabilidade exclusiva de seus autores e não representam a opinião deste site.