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Veterinário de Pouso Alegre é condenado após negar cliente de ver corpo de cadela

Profissional deverá pagar R$ 8 mil por danos morais após ter impedido dona de ver o corpo de cadela que morreu.

July estava a 8 anos na família. Foto: Reprodução EPTV

July estava a 8 anos na família. Foto: Reprodução EPTV

Um veterinário de Pouso Alegre foi condenado a pagar R$ 8 mil de danos morais a uma cliente por tê-la impedido de ver o corpo de seu animal de estimação. A decisão foi tomada pela  9ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça de Minas Gerais em 2ª instância. A ação foi movida em 2011 pela dona da cadela.

Segundo o processo, a proprietária procurou o veterinário depois que sua cadelinha “July”, da raça sheepdog, que tinha 8 anos na época, ter apresentado um corrimento escuro. Segundo ela, o veterinário diagnosticou uma infecção no útero e submeteu o animal a uma cirurgia, sem averiguar se realmente era o caso de tal procedimento.

Ainda segundo a proprietária, ela foi informada pelo profissional de que se tratava de cirurgia simples e não foi alertada da possibilidade de o animal vir a morrer. Após a cirurgia, a cachorrinha teve alta, mas a família não teve condições financeiras de pagar a cirurgia, e a cachorra acabou permanecendo na clínica.

Veterinário da Clínica teria negado proprietária de ver o corpo da cadela. Foto: Reprodução EPTV

Veterinário da Clínica teria negado proprietária de ver o corpo da cadela. Foto: Reprodução EPTV

A dona disse ainda que recebeu uma ligação informando-a que a cachorrinha havia morrido e que seu corpo foi encaminhado para o lixo hospitalar. Ela se dirigiu a clínica, mas o veterinário negou o acesso ao animal, segundo ela, com o argumento de que ainda não havia sido feito o pagamento da cirurgia realizada.

Em sua defesa, o veterinário alegou que, após o procedimento cirúrgico, o animal recebeu alta, porém ninguém compareceu para sua retirada.

Segundo o TJMG, Maria do Carmo teve a dignidade violada, devido ao carinho e convivência que tinha com a cachorra. Para o relator do recurso no processo, Desembargador Pedro Bernardes, isto ficou caracterizado como dano moral e, por isso, o veterinário Antonio Carlos Pascoal foi condenado a pagar a indenização de R$ 8 mil à cliente.

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