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Vereadores abrem investigação contra Adriano da Farmácia, que diz: “Politicagem”

Denuncia acusa Adriano de cobrar R$ 2 mil indevidamente da prefeitura, por ter quebrado placa de sua empresa. Adriano explica que extinguiu o processo após prefeitura ter consertado a placa

Sorteiro define membros da Comissão Processante (Foto: Divulgação Câmara)

Sorteiro define membros da Comissão Processante (Foto: Divulgação Câmara)

A Câmara Municipal de Pouso Alegre acatou na sessão desta terça-feira (28) uma denuncia que pedia a abertura de uma Comissão Processante contra o vereador Adriano da Farmácia (PR). A denuncia foi aprovada por 8 votos contra 7. Após sorteio, a Comissão Processante terá a seguinte composição: Presidente Braz Andrade (PPS), relator Paulo Valdir (PR), secretário Hélio da Van (REDE).

Segundo a denuncia, Adriano teria feito um pedido de ressarcimento de R$ 2.000,00 à prefeitura, pela retirada de uma placa de publicidade de sua empresa. A denuncia ainda sugere uma contradição, onde Adriano teria informado no requerimento que a placa havia sido confeccionada há mais de 12 anos, porem, teria apresentado recibo de janeiro de 2014. Outro ato apontado, seria um suposto desacato a um policial militar no trânsito. Para o denunciante, Benedito José Venâncio, um funcionário público da prefeitura, Adriano teria cometido decoro parlamentar e outros crimes.

Adriano da Farmácia na tribuna: "Politicagem", diz.

Adriano da Farmácia na tribuna: “Politicagem”, diz. (Foto: Fernando Lima)

Segundo Adriano, a denuncia também foi feita ao Ministério Publico, que a considerou sem fundamentos: “O ministério público diz que esta totalmente infundada essa denuncia. Em 2014, como eles estava me perseguindo muito, eles chegaram a arrancar a placa de propaganda da minha empresa lá no São Cristóvão. E a placa é regularizada perante a prefeitura e o proprietário do lote. Eles foram com um caminhão lá, amarraram a corrente na placa, arrancaram e saíram arrastando a placa pelo bairro. Dai eu entrei na justiça para me ressarcir do dinheiro da placa, ou que entregasse a placa arrumada. Dai eles simplesmente arrumaram a placa e entregou a placa, e eu mandei extinguir o processo. Não quero dinheiro”, disse em entrevista ao PousoAlegrenet.

Questionado sobre o suposto recibo da denuncia, Adriano disse que não há recibo, e sim um orçamento de valor da placa solicitado pelo juiz: “O juiz pediu que fizesse o valor da placa atual. Fiz os orçamentos, coloquei no processo. Não é recibo, é orçamento, e faz parte do processo”, explicou Adriano.

Sobre o suposto desacato a um PM, Adriano disse que apenas orientou o Policial, que estaria batendo boca com populares: “Sai do Supermercado e vi o guarda batendo boca com algumas pessoas que tinham parado o carro ali [canteiro central]. Dai eu fui falar com ele: ‘Orienta as pessoas e manda retirarem. Não é assim a postura do funcionário público’. E com isso formou-se um ba-fa-fa danado e a população batendo palma. Acabou-se gerando toda essa manifestação e fizeram um boletim de ocorrência de abuso de autoridade. Que não é abuso, se eu estou apenas corrigindo um funcionário [publico]. Não tem fundamento nenhum essa queixa”, disse Adriano.

Ainda de acordo com Adriano da Farmácia, a denuncia é politicagem: “Politicagem baixa de todo o grupo que pertence ao prefeito. Vereadora aqui vira de costas para o povo, e até hoje não foi julgada. O prefeito briga no centro de Pouso Alegre, agride pessoas, bêbado, e não é colocado para ser votado [decoro]”, disse Adriano durante uso da tribuna.

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