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Polícia quer que igreja explique por que aceitou padre condenado por pedofilia

Padre Bonifácio Buzzi, de 57 anos, já havia sido condenado por pedofilia, mas teria recebido autorização de arquidiocese para atuar em comunidade. Ele foi encontrado morto em presídio.

Padre Bonifácio Buzzi celebrando missa

Padre Bonifácio Buzzi celebrando missa

A Polícia Civil informou em entrevista coletiva que irá apurar se a igreja Católica tem responsabilidade pelo novo caso de abuso sexual envolvendo o padre Bonifácio Buzzi, de 57 anos. O caso aconteceu em uma comunidade as margens da MG-167, em Três Corações.

Buzzi foi preso na sexta-feira (5) em Santa Catarina. No domingo (7) ele foi encontrado morto no presídio de Três Corações. O Padre já havia cumprido pena por outros abusos e foi citado no filme “Spotlight”, que ganhou Oscar de melhor filme e de roteiro original em 2016.

Os delegados Ana Paula Gontijo e Pedro Paulo Marques afirmaram, em entrevista coletiva, que as apurações dos crimes de abuso seguem, mesmo com morte do padre (foto: Polícia Civil/Três Corações/Divulgação)

Os delegados Ana Paula Gontijo e Pedro Paulo Marques afirmaram, em entrevista coletiva, que as apurações dos crimes de abuso seguem, mesmo com morte do padre (foto: Polícia Civil/Três Corações/Divulgação)

Segundo a delegada Ana Paula Gontijo, responsável pelas investigações, a Igreja será questionada na área criminal, já que o padre, que não exercia mais o sacerdócio, teria sido autorizado a atuar na Associação Comunidade Evangelizadora Magnificat, conhecida pela reabilitação espiritual, mesmo com todo o histórico de pedofilia. A autorização teria partido da Arquidiocese de Juiz de Fora (MG), que fez uma carta de recomendação.

O padre ficou na comunidade entre novembro de 2015 e maio deste ano, onde era convidado a rezar missas e pregar para a comunidade. Como não recebia salário da Igreja, ele era mantido na comunidade por uma vaquinha feita entre os religiosos.

“Uma questão que não sai da minha cabeça é o seguinte: esse padre foi condenado por 20 anos com dois casos, objeto de estudo de um filme onde foi retratada a pedofilia a nível mundial. O que eu não entendo é como essa pessoa após ficar encarcerado, como uma pessoa dessa volta para o sacerdócio”, disse o delegado Pedro Paulo Marques.

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