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Pouso Alegre tem a maior taxa de sobrevivência de micro e pequenas empresas do Sul de Minas

Estudo que leva em conta 2 primeiros anos da empresa. Cidade ficou na 14ª colocação em Minas, com taxa superior as médias do Estado e do País.

Foto: Thiago Cobra

Um estudo divulgado pelo Sebrae (Serviço Brasileiro de Apoio ás Micro e Pequenas Empresas) aponta que Pouso Alegre é o município com maior taxa de sobrevivência de Micro e Pequenas Empresas (MPEs) do Sul de Minas.

Resultado das cidades de Minas Gerais (Reprodução Sebrae)

O estudo “Sobrevivência das empresas no Brasil” leva em conta empresas criadas em 2012 e que se mantiveram no mercado até 2014. Também foram consideradas apenas cidades que tenham tido pelo menos 500 empresas constituídas em 2012. Em Minas Gerais foram 56 municípios incluídos no estudo.

Com 1316 empresas abertas em 2012, a taxa de Pouso Alegre ficou em 79,6%. Ou seja, 1.047  empresas permaneceram abertas após os dois primeiros anos, intervalo onde ocorre os maiores índices de fechamento.

Comparativo: A taxa de Pouso Alegre é maior do que a media do estado que foi de 77,4% e a nacional de 76,6%. Em Minas Gerais a cidade ficou na 14ª colocação.  Entre as cidades da região, Itajuba apareceu no 15ª lugar; Alfenas no 33º; Lavras em 34º; Varginha no 35º; São Lourenço em 37º;Passos no 42º;Poços de Caldas em 48º; e Três Corações em 56º.

Fatores
Os fatores que contribuem para o fechamento das empresas no mercado são diversos, segundo a analista da Unidade de Inteligência Empresarial do Sebrae Minas, Venússia Santos. O estudo destaca que, antes da abertura do negócio, uma proporção maior de empreendedores que encerraram as atividades estavam desempregados, possuíam pouca experiência no ramo, abriram a empresa por necessidade, não planejaram ou tiveram menos tempo para planejar a empresa.

Após a abertura do negócio, os empresários tiveram dificuldades gerenciais, não conseguiram empréstimos em bancos, não aperfeiçoaram seus produtos/serviços, nem investiram na capacitação da mão-de-obra, inovando menos e deixando de lado o acompanhamento rigoroso de receitas e despesas. “A sobrevivência ou a mortalidade da empresa é definida por uma série de fatores, que atuam de forma individual ou simultaneamente”, justifica Verússia.

Setores: O estudo revela ainda as taxas de sobrevivência para os setores da economia. A Indústria e da Construção mineira tiveram as melhores taxas de sobrevivência, 79,8% e 78,3%, respectivamente. O Comércio chegou a 77,5% e Serviços com 76,3%.

Justificativas
A pesquisa do Sebrae também verificou que, para 31% dos empresários brasileiros que fecharam o negócio em 2014, os principais motivos foram as despesas com taxas e impostos, os custos e os juros. Além disso, a baixa clientela e a forte concorrência também prejudicaram 29% dos entrevistados. Outros fatores incluem problemas financeiros, inadimplência e falta de linhas de crédito (25%), e problemas de gestão e de administração (25%).

Entre os empresários que encerraram suas atividades, 52% indicaram que a redução de encargos e impostos evitaria a mortalidade do negócio. Para 28%, o acesso a clientes, e para 21% o crédito facilitado também teriam impedido o fechamento das empresas.

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