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Investigado pela Polícia, principal patrocinador defende Bruno no Boa e diz que acerto ajudará marca

Parceiro do Boa desde 2014, e um dos políticos mais ricos do Brasil, dono do grupo Góis e Silva é investigado por estelionato, organização criminosa e falsificação de documentos. Ele diz que está disposto a aumentar o aporte se o clube precisar

Goleiro Bruno posou com dirigentes e a camisa do Boa Esporte Clube (Reprodução/Twitter)

O empresário Rafael Gois Silva Xavier, dono do grupo que é o principal patrocinador do Boa Esporte, não viu problema quando os dirigentes do clube o procuraram para avisar que estavam pensando em fazer uma oferta para o goleiro Bruno. As informações são do portal UOL.

“Quando o pessoal do time me ligou, apoiei a decisão”, diz Xavier, dono do Grupo Gois e Silva. “Algumas pessoas já me questionaram sobre isso, mas entendo que nossa marca patrocina o time, e não o atleta. E, como goleiro, o Bruno sempre foi um excelente profissional”, afirma o empresário.

Rafael Gois declarou um dos maiores patrimônios do Brasil na última eleição

“Ele foi condenado, cumpriu a pena dele (SIC) e foi solto por decisão do STF, não fugiu da cadeia ou se furtou a nada. Ele merece uma oportunidade”, acredita Xavier. Ele afirma que não teme uma repercussão negativa para os negócios por patrocinar um clube que contrata um acusado de homicídio. “Pelo contrário, acredito que vai colocar em evidência o time e, assim, a marca”, diz. O empresário não abre o valor o patrocínio ao Boa, mas afirma que está disposto a aumentar o aporte se o clube precisar.

Grupo Gois e Silva é investigado por crimes

Principal patrocinador na camisa do Boa, o Grupo Gois e Silva tem uma rede de consultórios odontológicos, uma indústria de fabricação e importação de tabaco, empreendimentos imobiliários e corretora financeira, entre muitos outros negócios.

Documentos foram apreendidos nesta quinta em São Gonçalo do Sapucaí (Foto: Reprodução EPTV)

A origem do grupo milionário fica em São Gonçalo do Sapucaí, pequena cidade no interior de Minas Gerais com cerca de 25 mil habitantes. Aos 36 anos e com o Ensino Fundamental incompleto, Xavier foi candidato a prefeito da cidade mineira pelo PRB, mas teve a candidatura indeferida. Ele declarou patrimônio de R$ 188 milhões ao TSE (Tribunal Superior Eleitoral). Foi um dos candidatos mais ricos do Brasil.

No início do ano, a Polícia Civil de Minas Gerais fez uma operação nas empresas do Grupo Gois e Silva. Xavier é investigado por estelionato, organização criminosa e falsificação de documentos. O inquérito segue aberto. “Isso aí foi uma jogada política de adversários nossos na cidade”, afirma o empresário. “Nunca fui nem chamado para depor. Nossa defesa vai entrar com um processo contra a polícia mineira por esse absurdo. Não temos envolvimento nenhum nas coisas que são apuradas nesse inquérito”, afirma Xavier.

Caso Bruno

Goleiro Bruno Fernandes já veste a camisa do Boa Esporte (Foto: Lúcio Adolfo)

Bruno deixou a cadeia pouco antes do Carnaval. Ele foi condenado em primeira instância pela morte da amante e mãe de seu filho, Eliza Samúdio, desaparecida em 2010.

Bruno é acusado junto a comparsas de, além do assassinato, ter sumido com o corpo da vítima, que nunca foi encontrado, mas responde em liberdade enquanto aguarda julgamento do recurso. O ex-goleiro do Flamengo estava preso preventivamente desde 2010 e foi solto pelo Supremo Tribunal Federal em razão da demora para a apreciação pelo Tribunal de Justiça de Minas Gerais do recurso da condenação em primeira instância em 2013, cuja sentença foi de 22 anos e 3 meses.

Repercussão nas redes sociais é negativa

A repercussão da contratação de Bruno foi negativa nas redes sociais. A página do Facebook do Boa já foi alvo de “vomitaço” e os próprios parceiros comerciais já são pressionados em razão do retorno do goleiro ao futebol. Um dos patrocinadores menores, a empresa de suplementos alimentares Nutrends, não suportou a pressão e optou em cancelar o patrocínio com o Boa  na noite do último sábado.

Outra marca que patrocina o time, a empresa de materiais esportivos Kanxa, ainda não se pronunciou pela contratação polêmica. As três patrocinadoras, assim como o próprio Boa, foram alvo de diversas críticas nas redes sociais depois do anúncio da contratação.

Atualização: Apos dizer apoiar contratação de Bruno, Patrocinador do Boa emite nota voltando atrás

O principal patrocinador do Boa Esporte voltou atrás em seu posicionamento de defender a contratação do goleiro Bruno. O dono do grupo, Rafael Gois Silva Xavier, havia declarado no sábado (11) ao portal UOL (link) e ao jornal O Tempo (link) que apoiava a contratação. A nota foi inserida no site do grupo na tarde deste domingo (12), e publicada no perfil de Rafael Gois nas redes sociais às 16h37m.

Confira a nota completa

GRUPO GOIS E SILVA ESTUDA CANCELAR PATROCÍNIO AO BOA ESPORTE CLUBE

Muito tem se falado na internet e na mídia sobre nosso grupo ser associado a imagem deverás negativa da pessoa do Goleiro Bruno.

Deixamos claro e explicito nosso repudio a todo e qualquer tipo de violência contra a mulher e qualquer outro tipo de violência, independente de classe social, gênero, faixa etária, cor da pele, orientação sexual, religião etc.

Mantemos em nossos valores e missão o apoio ao esporte, ao empreendedorismo, às causas sociais e aos programas de recuperação.

Como grupo de diversos negócios e pessoas, somos coerentes quanto à consciência social, e atendendo a comoção nacional, faremos uma reunião com a diretoria do Boa Esporte Club dia 13 de Março.

A Parceria com o Boa se estende por mais de três anos e sabemos do crescimento do clube e de seu valor para o esporte e para o Sul de Minas Gerais.

Nossa reunião tem por objetivo requerer à diretoria do clube rever sua decisão de contratação do Goleiro Bruno.
Caso nosso requerimento decline, infelizmente estudaremos cancelar o patrocínio ao Boa Esporte Clube

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