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Comissão aponta irregularidades no transporte público em Pouso Alegre

Relatório aponta atraso em 30% das linhas analisadas, frota com idade acima da permitida, e a falta de 117 de abrigos. Concessionária disse não reconhecer a comissão e os apontamentos feitos

Comissão apurou que 30% das linhas não cumprem horários de partida e chegada (Foto: Reprodução/EPTV)

O relatório da comissão criada pela Prefeitura de Pouso Alegre para avaliar o transporte público do município aponta diversas irregularidades no serviço da empresa concessionária, .

Segundo o Diretor de Trânsito, Marcos Martins Paco, entre as irregularidades estão: o atraso e não cumprimento de horário de partida e chegada em 30% das linhas analisadas; a idade da frota acima dos sete anos permitido em contrato; a falta de 117 de abrigos; e outros.

Diretor disse que relatório apontam irregularidades no serviço da concessionária (Imagem: Reprodução EPTV)

Em entrevista a uma emissora de TV, o diretor disse que a comissão foi acompanha por outra credenciada ao Inmetro, que avaliou todas as cláusulas contratuais da prestação do serviço. “São 584 páginas. […] Toda a parte de prestação de serviço, toda a parte de qualidade desta prestação, a frota, o serviço de manutenção da garagem, foi levantado tudo.”

O diretor informou ainda que agora cabe ao prefeito, com base no relatório, decidir sobre a renovação ou não da concessão por mais 10 anos. “Agora a decisão cabe ao nosso prefeito, os relatórios já estão sendo entregues e toda a parte técnica foi levantada”, completa o diretor de Trânsito.

Procurada, a empresa afirmou que os ônibus que estão em circulação estão dentro do prazo de vida útil; que os atrasos são causados pelo fluxo de trânsito; e que os abrigos foram construídos de acordo com o contrato, não tendo conhecimento sobre pontos sem cobertura.

Ao PousoAlegrenet, a ainda informou que enviou um ofício a secretaria de trânsito onde não reconhece a comissão citada, e critica o comportamento do diretor de trânsito, Marcos Paco. A concessionária ainda informou que a prefeitura deve mais de R$ 8 milhões a empresa, devido à emissão de passe livre em seus ônibus para pessoas com deficiência, não estar presente no contrato.

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