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Presidente interino nega corte de bolsas e ida de Perugini e Raphael Prado para a FUVS

Segundo presidente, processo eleitoral será aberto em 15 dias. Com conclusão de todas as etapas devem durar 90 dias. Presidente ainda disse que haverá apenas demissões necessárias e fala sobre processo dos supersalários

Diversos boatos começaram a circular na cidade, e tem preocupado parte da população, após a comissão interventora ter assumido a Fundação de Ensino Superior do Vale do Sapucai (FUVS). Afim de descobrir o que seria  verdade, o PousoAlegrenet procurou nesta segunda-feira (21) o presidente interno da FUVS, Luiz Augusto de Faria Cardozo.

Em conversa por telefone, perguntamos sobre os boatos, e aproveitamos também para questionar algumas questões como as demissões e o envolvimento do presidente no caso dos supersalários. Confira:

Luiz Augusto negou boatos (Imagem: Pouso Alegre / Arquivo)

Perugini e Raphael Prado

Mal avaliado pela população na última gestão, o boato de que o ex-prefeito Agnaldo Perugini (PT) assumiria um cargo ligado a educação na Fundação preocupou diversos moradores nas redes sociais, e chegou a virar piada na página de humor “PA da Depressão”.

Pelas ruas da cidade e pelas redes sociais também se espalhava o boato de que o ex-vereador Raphael Prado assumiria o departamento financeiro da instituição. Prado, foi secretário de Desenvolvimento Econômico no Governo Perugini, e ficou marcado por uma polêmica após ter sido flagrado na praia em uma terça-feira.

Questionado, o presidente negou veemente que nomeará eles para alguma função dentro da FUVS. “Não há qualquer possibilidade”, disse rapidamente Luiz Augusto.

Eleição

Quanto a uma suposta não realização da eleição, o presidente interino negou e afirmou que o processo eleitoral começará em 15 dias: “Já estivemos reunidos com o Ministério Público e definimos que em 15 dias será definido um cronograma iniciando o processo eleitoral que deve durar, conforme o estatuto, 90 dias. É um compromisso assumido com o Ministério Público”, disse Luiz Augusto.

Sobre uma possível candidatura na eleição, Luiz Augusto disse que não existe pretensão: “Não existe pretensão. Estamos aqui para garantir o cumprimento do mandado judicial”.

Demissões

Sobre as demissões, o presidente informou que será feita apenas as necessárias. “Foram 8 demissões, um pedido de desligamento, e uma destituição de cargo de confiança. Neste momento não existe previsão de outras demissões, ressalvada motivação de força maior”, afirmou.

Supersalários

O PousoAlegrenet também questionou Luiz Augusto o caso dos supersalários. Ele se defendeu: “Existe uma ação em andamento onde sequer fui citado. A indisposição [bloqueio] dos bens se deu como medida judicial provisória envolvendo todos os mais de 15 médicos envolvidos na denúncia, que não foi comprovada”, diz Luiz Augusto. E termina: “Não houve condenação”. O caso ainda está na justiça.

Nota

Além das declarações dadas ao PousoAlegrenet, o presidente interino enviou à imprensa uma nota de esclarecimento sobre o processo e o estatuto, e desmentiu boatos como o corte de bolsas. Confira:

NOTA DE ESCLARECIMENTO

A FUVS – Fundação de Ensino Superior do Vale do Sapucaí, através seu Conselho Diretor interino, vem a público prestar alguns esclarecimentos à população de Pouso Alegre e do Sul de Minas.

  • A FUVS não está sob intervenção estadual. Uma decisão judicial considerou ilegais as mudanças feitas no estatuto da Fundação e o Conselho Diretor historicamente nomeado pelo Governador do Estado de Minas Gerais foi interinamente nomeado até nova eleição, respeitando a legislação vigente. O requerimento para garantir o cumprimento da lei foi feito pela Advocacia Geral do Estado ao Poder Judiciário.
  • O judiciário designou três representantes sendo dois deles membros natos da Assembleia Geral da Fundação para formar o Conselho Diretor interino: o Superintendente Regional de Saúde, a Superintendente Regional de Ensino e o Chefe do 17º Departamento de Polícia Civil, sob a presidência do primeiro.
  • Todos os esforços estão sendo feitos para que nenhum tipo de serviço prestado pelas instituições que fazem parte da FUVS seja prejudicado e para isso contamos com a colaboração de todos os professores, diretores, colaboradores e alunos.
  • A FUVS não pertence a uma pessoa ou grupo de pessoas. A FUVS pertence à toda comunidade. Ela foi criada por Lei Estadual que garante a participação de representantes importantes da sociedade civil, militar, religiosa e do poder público nas eleições de seu Conselho Diretor, excluídos pela alteração ilegal do estatuto como Arquidiocese, Polícia Militar, Exército, Policia Civil, ACIPA e representantes do Governo Estadual, entre outros.

Boatos divulgados nas redes sociais têm intuito de retirar a legitimidade da decisão da justiça. 

  • As bolsas não serão cortadas. Pelo contrário, buscaremos condições para novas bolsas com critérios bem estabelecidos, democráticos e com a transparência necessária.
  • Não teremos mudanças impactantes no quadro funcional, apenas aquelas que o Conselho Diretor interino julgar minimamente necessárias para a garantia do bom andamento dos trabalhos, ressalvada motivação de força maior.
  • Não existe nenhuma previsão de que o ex-prefeito assuma função na FUVS.
  • As informações relacionadas à FUVS serão divulgadas pelos veículos oficiais de comunicação da Fundação ou por meio de nota oficial.

Conselho Diretor Interino da FUVS