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Ex-presidente da Câmara de Pouso Alegre é condenado por corrupção

Segundo a decisão, Maurício Tutty teria pedido R$ 26 mil de propina em 2011 quando era secretário de Meio Ambiente. O ex-vereador contestou as provas e já recorreu da sentença

Ex-vereador foi condenado a 3 anos de reclusão

O Juiz da 3ª Vara Criminal em Pouso Alegre, Carlos Cesar de Chechi e Franco Pinto, condenou o ex-secretário Municipal de Meio Ambiente, Maurício Donizete de Sales, a 3 anos de reclusão em regime aberto por crime de corrupção passiva.

A decisão emitida no dia 16 de agosto chegou ao conhecimento do público nessa terça-feira (12), após o vereador Bruno Dias (PR) divulga-la durante o uso da tribuna na Câmara Municipal.

Maurício ‘Tutty’ (PROS), como era conhecido, foi vereador na última legislatura e presidente da Câmara Municipal de Pouso Alegre em 2016.

A acusação pela qual Maurício foi condenado se refere à época em que ele era Secretário Municipal de Meio Ambiente, no 1º mandado da gestão (PT). Segundo o Ministério Público, em agosto de 2011, Tutty teria solicitado uma propina de R$ 26 mil. O valor seria afim de conceder a renovação de uma licença ambiental à uma empresa que teve uma obra embargada.

Segundo a acusação, o pedido de propina teria acontecido dentro da Secretaria de Meio Ambiente, quando o engenheiro da empresa foi solicitar informações para renovação da licença. Tutty teria dito que como Secretário resolveria tudo, e anotado valores no verso de um papel, que continha a fotografia por satélite da obra, e circulando-os e anotado o nome do dono da empresa.

A defesa do ex-vereador contestou as provas e depoimentos. O magistrado considerou que apesar da falta do exame grafotécnico, “o fato se encontra perfeitamente demonstrado por outros meios de prova”, disse. Em sua decisão, o magistrado considerou ainda outras condenações e ações a que Tutty responde.

Na decisão, o Juiz considerou o crime e suas consequências como graves, pois contribui para o descrédito das instituições, da Administração Pública e dos serviços públicos, e afugenta investidores, o que piora os níveis econômicos.

Procurado, disse apenas que já recorreu da sentença e contestou as provas: “A divulgação é de cunho político. Decisão judicial de primeira instância e sem provas. Não é transitado em julgado definitivo como quer dizer o vereador opositor”, disse o ex-vereador.

A condenação aconteceu em 1ª instância, e Tutty não teve a prisão preventiva decretada. Ele recorreu e responde em liberdade.

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