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Comissão aponta irregularidades e desvio de verbas da saúde e educação em contrato de capina na gestão Perugini em Pouso Alegre

Segundo a denúncia, até verbas da saúde e educação foram desviadas para fazer alguns pagamentos à empresa. O relatório aponta ainda fraude em licitação, pagamentos indevidos e outras irregularidades

Comissão apresentou relatório que aponta irregularidades (Foto: Câmara)

Uma Comissão Especial da Câmara de Pouso Alegre apresentou nesta quarta-feira (1) um relatório que aponta irregularidades na relação da prefeitura com uma empresa de prestação de serviços de Capina durante a gestão Perugini (PT).

Segundo a denúncia, até verbas da saúde e educação foram desviadas para fazer alguns pagamentos à empresa. O relatório aponta ainda fraude em licitação, pagamentos indevidos, e inconsistências em contratos, planilhas, execução de serviços e medições.

Comissão apontou diversas irregularidades (Foto: Câmara)

Os estudos aconteceram durante 6 meses com o suporte de uma empresa de auditoria. A comissão é formada pelos vereadores Arlindo Motta Paes (PSDB), presidente; Bruno Dias (PR), relator; Rodrigo Modesto (PTB), secretário e como membros os edis Oliveira Altair (PMDB) e André Prado (PV).

Pelo relatório, de 2014 a 2016 a empresa Plenax recebeu pelos serviços de manutenção e capina o valor de R$ 23 milhões de reais. Desse valor, mais de R$ 6 milhões foram desviados de verbas que deveriam ser destinadas a saúde e educação.

Relator da Comissão, o vereador Bruno Dias (Foto: Câmara)

“O que mais choca é o desvio de recursos das áreas de saúde e educação para pagamento de capina, o que é improbidade administrativa”, revela o relator da Comissão, vereador Bruno Dias.

A comissão concluiu que não houve fiscalização adequada por parte da prefeitura, e que a empresa teve prioridades nos pagamentos e ainda foi beneficiada com o pagamento de juros, prática que segundo o relator, não é comum na administração pública.

Empresa teria recebido R$ 500 mil para capina do Céus, mas local chegou a receber capina de moradores (Foto: EPTV)

A relatoria encaminhará denúncia ao Ministério Público  Estadual e ao Federal, a Controladoria Geral da União, Tribunal de Contas do Estado e Poder Executivo Municipal. “Esperamos que os responsáveis sejam devidamente responsabilizados civil e criminalmente”, disse o presidente da Comissão, vereador Arlindo Motta Paes (PSDB).

O PousoAlegrenet procurou a empresa Plenax, mas não conseguiu localiza-la e nem obter contato com algum representante.

O ex-prefeito Agnaldo Perugini informou à imprensa que todos os processos e atos praticados em sua administração foram realizados com o zelo técnico e jurídico. Disse ainda que todas as ações passaram por órgãos de controle interno e externo, inclusive pelo Tribunal de Contas do Estado de Minas Gerais.

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