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Protesto cobra políticas públicas para animais abandonados em Pouso Alegre

Retorno das castrações em massa, Samuvet e plantão veterinário foram cobrados. Prefeitura diz que nunca deixou de realizar os atendimentos. Voluntários questionam declaração

Protesto aconteceu neste sábado em frente a catedral (Foto: Mida)

Voluntários da proteção animal protestaram neste sábado (10) por políticas públicas para animais abandonados em Pouso Alegre. Eles cobram promessas de campanha do atual prefeito Rafael Simões (PSDB).

Segundo a voluntária Camila Marciano, a prefeitura não tem cumprido o seu papel: “Antes nos tínhamos vários programas de proteção aos animais, castração, samuvet, plantão veterinário. Hoje nós não temos nada. É muito difícil para os protetores assumirem essa responsabilidade que é do poder público”, reclama.

Voluntárias se vestiram de vaca para criticar atendimento veterinário a animais de grande porte na cidade (Foto: Mida)

Os protetores acusaram a prefeitura de tentar lubridiar a população, com uma campanha de marketing divulgada nas redes sociais após o anúncio da manifestação:

“A prefeitura soltou um marketing dizendo que a castração foi reestabelecida. A informação que temos é que isso é apenas um cadastro, que estão colhendo documentos daqueles que querem castrar [seu animal]. Porém sem apresentar uma data para essas castrações. Nós acreditamos que é uma maneira de boicotar o nosso evento. Uma estratégia de última hora para lubridiar as pessoas”, criticou Camila.

Prefeitura soltou campanha nas redes sociais na semana da manifestação (Imagem: Redes Sociais)

Procurada, a assessoria da prefeitura disse que o Centro de Bem-Estar Animal está em processo de revitalização, mas que os atendimentos continuam, e que a “castração para comunidade de baixa renda e animais de rua nunca deixou de ser realizado”, disse. A prefeitura não deu retorno sobre o Samuvet.

A resposta da prefeitura é questionada pela organização do protesto: “Nós temos como provar através de documentos sobre solicitação de castração que foram feitas há um mês e até hoje não tivemos resposta. E quando ligamos no centro de Bem Estar, a informação que a gente tem é que não está sendo feita porque não tem medicação. Se realmente está estabelecido, porque não estão marcando as castrações?”, questionou Camila.

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