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A cada 2 dias, 1 criança tem sofrido algum tipo de abuso sexual em Pouso Alegre

O número é assustador, visto que no ano passado inteiro foram 70 casos. Prefeitura está apoiando campanha contra o abuso

13/05/2021 16h06
Foto: Divulgação

Nesse ano, a cada 2 dias, 1 criança relatou sofrer algum tipo de abuso sexual em Pouso Alegre. Segundo a Secretaria de Políticas Sociais, foram 58 abusos nos primeiros 4 meses desse ano.

O número é assustador, visto que no ano passado inteiro foram 70 casos, sendo 44 no segundo semestre. Metade aconteceu nos bairros São Geraldo e São João.

Segundo a Fundação Abrinq, mais de 80% dos casos acontecem na casa da vítima, e em 78% das vezes, o agressor é pessoa de confiança da família.

A Gerente de proteção social especial, Paula Cristina Bento de Souza, explica o que caracteriza a violência sexual:

“É importante frisarmos bem, que a violência sexual não acontece apenas com o ato consumado, mas com toda forma de natureza erótica. Pode ter contato físico ou não, o uso da força ou não. A exposição de um vídeo, mostrar o corpo, convidar para um toque diferenciado, tudo isso é caracterizado abuso sexual, e traz sérias consequências para a vida dessa criança ou adolescente”, explicou.

Prefeitura apoia campanha contra violência sexual contra crianças e adolescentes

Foto: PMPA

A prefeitura de Pouso Alegre está apoiando a campanha “Pode Ser Abuso” da Fundação Abrinq em 2021. O objetivo é alertar a população sobre os problemas causados pela violência sexual contra crianças e adolescentes.

Conheça alguns sinais que podem ajudar a identificar se uma criança sofre ou sofreu violência sexual:

  • A criança está agressiva, irritada ou machuca o próprio corpo;
  • Apresenta brincadeiras sexuais inadequadas e que não são próprias para a idade;
  • Apresenta marcas de agressão ou machucados, tem dificuldade de andar ou sentar;
  • Está desatenta ou desinteressada nas atividades da escola e brincadeiras;
  • Está muito quieta, triste, medrosa ou chorosa;
  • Evita ir para alguns lugares ou encontrar alguma pessoa;
  • Faz desenhos agressivos, que mostram situações de medo ou cenas envolvendo questões sexuais;
  • Passou a ter alterações de sono, fica cansada fora de hora ou tem dificuldade para dormir;
  • Passou a ter transtornos alimentares;
  • Passou a ter transtornos mentais como depressão, ansiedade e automutilação.

Em meio à pandemia alguns indícios podem ser mais comuns, como:

  • Barulho de objetos quebrando, choros ou gritos, independentemente da frequência (podem ser pontuais ou recorrentes);
  • Mudança drástica de comportamento, por exemplo, uma criança mais agitada e comunicativa passa a ficar quieta e retraída ou vice e versa;
  • Silêncio em casas que sempre foram agitadas também pode ser um sinal de que algo não vai bem.

Como denunciar?

Há diferentes formas de denunciar o contra violência sexual contra crianças e adolescentes. Para isso, existe o “Disque 100”. Se preferir, a denúncia pode ser feita ao Conselho Tutelar, Polícia Militar ou Polícia Civil.

No ano de 2020, em todo o país, mais de 14 mil denúncias de algum tipo de violência sexual contra crianças e adolescentes foram registradas através do Disque 100. Confirme a Abrinq, esse número pode ser bem maior já que muitos casos permanecem em segredo.

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