
A Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) informou em coletiva de imprensa nesta sexta-feira (4) que não identificou nenhuma ação humana específica que tenha provocado o desabamento de rochas no Lago de Furnas, em Capitólio-MG.
Segundo inquérito, a queda do bloco rochoso tem relação com o processo natural de remodelamento de relevo comum à região dos cânions. Não houve indiciados pelo ocorrido.
As investigações foram realizadas através de perícia na região dos cânions e nas lanchas. Órgãos como IGAM, SUPRAM, CREA, DER, Marinha do Brasil e Prefeitura Municipal de Capitólio ajudaram na captação de informações.
O delegado regional de Passos, Marcos Pimenta, destacou a falta de sintonia entre os órgãos de fiscalização e pede melhoria das leis. “Hoje sabemos que há necessidade de termos um estudo de mapeamento do movimento de massa […] Há necessidade de mudanças de nossas leis.” O delegado ressaltou que o acidente poderia ser evitado.
A Polícia Civil informou que elaborou uma lista de sugestões para aumentar a segurança dos banhistas na área. O documento deve ser encaminhado aos órgãos e instituições responsáveis pelo licenciamento e fiscalização da região.
Entre as medidas, estão o mapeamento das zonas de risco, a redução do número de embarcações permitidas no cânions e o uso de colete salva-vidas em toda a represa.
A tragédia aconteceu no dia 8 de janeiro na região dos cânions no lago de Furnas. Uma placa rochosa se desprendeu de um paredão e caiu sobre uma embarcação deixando 10 mortos.
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