
Em meio às investigações sobre quem ordenava sequestros e agressões contra moradores de rua durante as eleições, o prefeito Coronel Dimas alegou nesta segunda-feira (7) que não sabia de nada. Ele admitiu ter sido avisado por uma funcionária, mas disse ter interpretado a situação como intriga entre servidores.
A declaração foi dada em entrevista ao portal Rede Moinho durante um Fórum de Segurança Pública.
“Isso chegou ao meu conhecimento, através de uma funcionária da Secretaria de Saúde. Nesse dia, eu já falei que nós tínhamos que tomar todas as providências, mas que teriam que trazer para mim as notícias realmente de fato, porque o que tinha eram fofocas, conversas entre funcionários de determinadas secretarias, e o que deu para me sentir no dia era o ciúmes de uma secretaria, de funcionários de alguma secretaria em relação ao trabalho da outra. Então, isso foi conversado com eles e, infelizmente, não chegou para o prefeito de Pouso Alegre nenhum documento oficial de qualquer instituição aqui de Pouso Alegre para que eu pudesse tomar realmente ações concretas na prefeitura”, disse Dimas.
Dimas vem sendo criticado por vereadores de oposição e independentes por manter no cargo os secretários investigados, que tiveram os celulares apreendidos durante a operação: Marcela Reis (Políticas Sociais), Anderson Silveira (Defesa Civil e Social) e Renato Garcia (Chefe de Gabinete).
Os vereadores também questionam a origem do pagamento aos supostos autores dos sequestros e agressões. Segundo eles, não seria crível que o dinheiro viesse de uma “vaquinha” entre secretários, mas sim de empreiteiras ligadas ao município — o que levantaria questionamentos ainda mais graves de corrupção.
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