
A Câmara instaurou a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da ‘limpeza social’ em Pouso Alegre.
O documento pedindo a CPI foi assinado pelos vereadores Fred Coutinho, Israel Russo, Leandro Morais, Lívia Macedo e Renato Gavião a fim de examinar fatos como:
- as circunstâncias que envolveram a remoção forçada e o deslocamento irregular de pessoas em situação de rua
- a exclusão e supressão de registros socioassistenciais
- a eventual utilização indevida da estrutura administrativa municipal durante o período eleitoral de 2024
Como argumento, os vereadores afirmam que relatos apontam que entre junho e setembro de 2024 pessoas em situação de rua teriam sido retiradas à força das áreas centrais de Pouso Alegre, com alegações de emprego de violência física, ameaças de morte e uso de arma de fogo.
Além disso, afirmam que há indícios de que veículos e instalações municipais poderiam ter sido utilizados nessas operações.
Eles destacam ainda o caso de Raul, que teria sido conduzido por agentes públicos ao CEMAPA e deixado nu dentro de um canil.
Os vereadores acrescentam ainda a operação realizada pelo Ministério Público que cumpriu mandados judiciais contra três secretários investigados por supostamente promoverem reiteradamente a chamada “limpeza social”.
Por fim, os vereadores ressaltam que o prefeito Coronel Dimas teria conhecimento do caso e nada teria feito para apurá-lo, conforme entrevista em que disse: “Infelizmente, não chegou para o prefeito de Pouso Alegre nenhum documento oficial de qualquer instituição aqui de Pouso Alegre para que eu pudesse tomar realmente ações concretas na prefeitura, o que ficou foram fofocas esparsas dentro da Prefeitura e fora da Prefeitura”.