
O deputado federal Rafael Simões (União) também foi condenado nesta semana na esfera civil pelo Tribunal Regional Federal da 6ª Região (TRF6). Agora por ato de improbidade administrativa no chamado “caso das agulhas”. A decisão reformou a sentença de primeira instância, em que Simões havia sido absolvido.
Segundo a denúncia do Ministério Público Federal, entre 2014 e 2017, quando era presidente da Fundação do Vale do Sapucaí (FUVS), Simões teria utilizado medicamentos e insumos do Hospital das Clínicas Samuel Libânio em sua fazenda. Para justificar a saída do material, foram feitos registros de atendimentos fictícios em seu nome.
O deputado alega que não houve desvio, já que pagou os itens. Mas não convenceu o Tribunal, devido o pagamento só ter sido feito meses depois da retirada dos materiais, no valor total de R$ 2.574, segundo o MPF.
Com a decisão, o TRF6 determinou a suspensão dos direitos políticos por oito anos, além do ressarcimento ao erário, multa civil e proibição de contratar com o poder público ou receber benefícios fiscais pelo mesmo período.
O mesmo desembargador que relatou este caso também foi relator da condenação criminal de Simões, proferida na última terça-feira (30), quando a pena de 10 anos de reclusão em primeira instância foi reduzida para 2 anos e 8 meses.
Procurado pelo PousoAlegre•net, Simões informou que irá recorrer.
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