
Cinco pessoas foram presas na manhã desta sexta-feira (28), em Extrema, durante uma operação que investiga a morte de Cícero Yuri Barbosa de Almeida, encontrado às margens da MG-460 em julho.
A ação foi feita pela Polícia Civil de Minas Gerais em conjunto com o Departamento de Homicídios e de Proteção à Pessoa de São Paulo. Ao todo, foram expedidos 11 mandados de prisão temporária de investigados por participação no crime.
Segundo a Polícia Civil, Cícero teria sido submetido a um “tribunal do crime” por integrantes de uma facção criminosa antes de ter sido executado. A investigação apura homicídio qualificado e organização criminosa.
O corpo foi encontrado na manhã de 7 de julho, próximo à MG-460, com mãos e pés amarrados por fios de cobre, também enrolados no pescoço. A perícia apontou que não havia sangue no local, o que levantou a suspeita de que a morte ocorreu em outro endereço e o corpo foi levado depois para a rodovia.
De acordo com a investigação, o julgamento e a execução teriam ocorrido na casa de um dos suspeitos, onde também funcionava uma oficina mecânica. No imóvel, policiais encontraram um pedaço de fio semelhante ao usado para amarrar a vítima, uma bolsa atribuída a Cícero e um colete refletivo parcialmente molhado.
A Polícia Civil informou que o uso de luminol indicou possíveis vestígios de sangue no imóvel, que teriam sido parcialmente removidos em uma tentativa de limpar o local.
Uma testemunha relatou ter visto, na noite do crime, um homem sendo interrogado por três suspeitos na casa de um dos investigados. Ela reconheceu Cícero em fotografias apresentadas pela polícia. Segundo esse depoimento, outros suspeitos acompanhavam a situação por chamada de vídeo.
Ainda conforme a versão da testemunha, o grupo decidiu pela execução após questionar a vítima sobre uma ligação ligada à cobrança de dívida de drogas de um integrante da facção. O corpo teria sido levado depois até as margens da MG-460.
A motocicleta de Cícero foi encontrada abandonada e queimada perto da Rodovia Fernão Dias. Um dos suspeitos confessou ter incendiado a moto a mando do grupo, segundo a investigação. Ele alegou ter sido coagido por causa de uma dívida de drogas, mas a Polícia Civil informou que não encontrou elementos que comprovem a ameaça.
A operação desta sexta é mais uma etapa da apuração. A polícia ainda busca esclarecer a participação de cada investigado e identificar todos os envolvidos na morte.