
Pouso Alegre realizou 648 cirurgias eletivas para moradores do município até agora em 2026. O número representa 32,4% da meta anual de 2 mil procedimentos.
Os dados foram apresentados nesta terça-feira (1º de setembro), durante a prestação de contas da Secretaria Municipal de Saúde na Câmara Municipal. O número mostra que a cidade ainda não chegou à metade do objetivo previsto para o ano.
Segundo o superintendente de Regulação Marco Antônio, o resultado ocorreu principalmente após a implantação do CORE-MG (Central de Operações para Regulação Estadual) no início deste ano. De acordo com ele, as cirurgias eletivas no Hospital das Clínicas Samuel Libânio caíram quase pela metade porque o hospital passou a usar uma parcela maior dos leitos de UTI.
De acordo com o superintendente, as cirurgias eletivas dependem da disponibilidade de UTI para eventuais complicações durante ou após os procedimentos. Marco Antônio afirmou que a maior ocupação desses leitos por pacientes regulados pelo CORE a capacidade para cirurgias programadas teria sido reduzida, especialmente no primeiro quadrimestre.
Para tentar aliviar a fila, o superintendente disse que a secretaria passou a encaminhar pacientes para cidades da região, desde que haja concordância dos usuários. Foram citados Cambuí, Ouro Fino, Poço Fundo e Santa Rita do Sapucaí, com estrutura para cirurgias de média complexidade.
Marco Antônio afirmou que esses encaminhamentos ajudaram a movimentar a fila, mas não entram na conta das 648 cirurgias. A meta de 2 mil considera apenas procedimentos feitos dentro de Pouso Alegre para a população do próprio município.
De acordo com o superintendente, a secretaria estuda a realização de cirurgias de menor complexidade em sistema de hospital-dia no CISAMESP. Outra medida em avaliação é uma parceria com a Clínica Santa Paula para cirurgias eletivas de média complexidade.
Durante a prestação de contas, a secretária municipal de Saúde, Mônica Mendes, afirmou que a pasta trabalha para assumir a regulação da marcação de consultas do Hospital Samuel Libânio. A mudança deve começar pela Oncologia e depois ser ampliada para outras áreas.