
Auditores do Ministério do Trabalho fiscalizam condomínios residenciais em Pouso Alegre, Belo Horizonte e outras cidades de Minas Gerais para verificar a situação de trabalhadores domésticos.
A operação integra o Operativo Nacional de Fiscalização do Trabalho Doméstico em Condomínios Residenciais, que em 2026 tem como tema “Segurança e Saúde são Direitos Humanos”.
Nas abordagens, os auditores checam se há registro em carteira e se direitos como controle de jornada, salários, férias, 13º salário e FGTS estão sendo cumpridos.
Segundo dados da PNAD Contínua divulgados pelo Sindicato Nacional dos Auditores-Fiscais do Trabalho (Sinafit-MG), cerca de 630 mil pessoas trabalhavam no setor doméstico em Minas no primeiro semestre deste ano. Desse total, aproximadamente 438 mil, ou 69,5%, estavam sem carteira assinada. Cerca de 192 mil tinham vínculo formal.
A fiscalização também avalia condições de saúde e segurança no trabalho, com atenção a riscos físicos, ergonômicos e psicossociais.
De acordo com a operação, os auditores ainda buscam identificar situações que possam afetar a dignidade dos trabalhadores, como discriminação, assédio, segregação e tratamento desigual.