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Pouso Alegre confirma que morte de bebê por meningite foi do tipo C

Morte de bebê de quatro meses foi confirmada pela Funed; Vigilância diz não ter identificado vínculo entre os registros até agora.

29/10/2026 18h40
Foto: PMPA

A Prefeitura de Pouso Alegre confirmou que a morte de um bebê de quatro meses, ocorrida no dia 21 de outubro, foi por meningite do tipo C. A confirmação do tipo da doença foi feita depois dos exames realizados pela Fundação Ezequiel Dias (Funed), em Belo Horizonte, laboratório de referência no estado.

Segundo a Secretaria Municipal de Saúde, a criança deu entrada em serviços da rede municipal e depois foi transferida para o Hospital das Clínicas Samuel Libânio, em estado grave.

De acordo com a secretaria, este foi o terceiro caso de meningite do tipo C no município, este ano. As outras duas notificações ocorreram em 4 de julho e 6 de outubro. Todos os pacientes morreram.

A Vigilância Epidemiológica Municipal informou que, até o momento, não identificou vínculo epidemiológico entre os casos.

Ainda segundo a secretaria, foram adotadas medidas de investigação e controle recomendadas pelo Ministério da Saúde, como identificação de contatos próximos, quimioprofilaxia e monitoramento epidemiológico. O acompanhamento dos contatos ligados ao caso mais recente segue em andamento.

A Secretaria Municipal de Saúde orienta pais e responsáveis a manter a vacinação em dia. Pelo SUS, a vacina meningocócica C é aplicada aos 3 e 5 meses de idade. O reforço com a vacina meningocócica ACWY é feito aos 12 meses. A ACWY também está disponível para adolescentes de 11 a 14 anos.

A recomendação é verificar a caderneta de vacinação e procurar uma unidade de saúde quando houver atraso ou dúvida sobre o esquema vacinal.

Entre os principais sintomas da meningite estão febre, vômito, letargia, falta de apetite, dor na nuca, dor de cabeça intensa e manchas avermelhadas ou arroxeadas na pele, chamadas de petéquias.

Em bebês e crianças pequenas, os sinais podem ser mais difíceis de identificar. A orientação informada pela secretaria é procurar atendimento médico diante de sintomas suspeitos e não automedicar a criança.

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