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Surpreso, Perugini quer saber de onde vem a dívida do HCSL

O prefeito Agnaldo Perugini falou hoje à imprensa sobre a polêmica envolvendo a crise financeira do Hospital das Clínicas Samuel Libânio (HCSL). A unidade de saúde é mantida pela Fundação de Ensino Superior do Vale do Sapucaí (FUVS), que tem seu gestor indicado pelo governador Antônio Anastasia. Perugini se disse surpreso com o rombo de mais de R$ 80 milhões divulgado pelo atual presidente da FUVS, Rafael Simões, na noite desta quarta-feira (04). “Nós não fomos convidados para essa reunião, mas, assim como toda a população de Pouso Alegre, queremos saber de onde vem essa dívida. Nos colocamos à disposição para ajudar o hospital, como sempre fizemos. Já garantimos o credenciamento dele para oncologia, cirurgias endovasculares, radioterapia e oncopediatria. Só fomos informados da gravidade da situação por meio da imprensa. Mas vamos intensificar nossas gestões junto ao Ministério da Saúde para ajudar a contornar essa situação”, disse o prefeito.

Perugini lembrou que a implantação do sistema de Gestão Plena em Saúde na cidade deve ajudar a resolver o problema financeiro da instituição, mas espera que uma auditoria aponte se houve má gestão que ocasionou o déficit financeiro atual. “As primeiras estimativas que fizemos, nos permite dizer que poderemos repassar até R$ 500 mil por mês para o hospital. Mais que isso, seremos o contratante direto dos serviços prestados por aquela instituição. Todo serviço que for prestado para o município será pago através de convênio”, explica.

Sobre a dívida que a Fundação alega que o município tem com o hospital, o prefeito esclareceu que os valores foram calculados sobre um suposto extrapolamento de procedimentos médicos a que o município sede, no caso Pouso Alegre, teria direito no hospital. “O Estado adotou uma política de estabelecer um limite máximo para o número de procedimentos realizados para o município que sedia o hospital de referência. Mas, com a regulação estabelecida pelo próprio Estado, hoje é impossível determinarmos se esses atendimentos são de pessoas residentes em Pouso Alegre ou em cidades vizinhas. Precisamos lembrar que somos referência para 53 municípios. Não podemos correr o risco de tirar dinheiro da saúde de Pouso Alegre para financiar a saúde de outros municípios”, pondera o prefeito.