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Filho suspeito de matar a mãe, de Pouso Alegre, também é investigado pela morte do pai

Suspeita é que jovem teria matado o pai por asfixia usando um golpe de jiu-jitsu. Jovem saiu de clinica de reabilitação um dia antes da mãe ser morta

Felipe Coral, de 18 anos, é suspeito de ter matado a mãe e o pai (Foto: Redes Sociais)

O jovem de 18 anos suspeito de matar a mãe na quinta-feira (10) em Peruíbe (SP), também é investigado na morte do pai em Borda da Mata (MG), em novembro do ano passado.

O pai do jovem, Clayton Ramalho, foi encontrado morto dentro de casa. Na época, ele morava com o filho.

Clayton foi encontrado morto dentro de casa (Foto: Redes Sociais)

Segundo o Ministério Público, Felipe Coral, é suspeito de ter asfixiado o pai com um golpe de jiu-jitsu: “Segundo informações que chegaram por meio de testemunhas, o filho faria aulas de artes marciais e teria utilizado um golpe de jiu-jitsu, que seria o mata leão, para matar o pai”, disse o promotor Sérgio Brito Ferreira à EPTV.

O promotor contou que na época a perícia não tinha sido conclusiva nesse sentido: “Ele era à época dos fatos menor de idade, já demonstrava segundo os familiares alguns transtornos mentais que o levavam a praticar atos em certa medida violentos e não se descarta a possibilidade de que realmente tenha sido essa a causa da morte, embora a perícia não tenha sido conclusiva nesse sentido”, disse o promotor.

Depois da morte do pai, Felipe teria sido internado em uma clínica de reabilitação. Ao G1, uma amiga da mãe disse que o filho dela era dependente químico e tinha traços de esquizofrenia. E que, por conta disto, estava em uma clínica de reabilitação de onde teve alta na quarta-feira, um dia antes da mãe ser encontrada morta.

Morte de Priscila comoveu moradores e autoridades de Peruíbe, SP (Foto: Reprodução/Facebook)

Priscila Coral Ramalho, de 38 anos, foi encontrada caída no banheiro da casa onde morava. No local, havia sangue. Ela foi socorrida, mas não sobreviveu. Segundo o boletim de ocorrência, o filho dela, Felipe Coral, apareceu com marcas de aranhões no rosto e no barço. Questionado pela polícia, ele se comportou de forma confusa e contraditória e acabou sendo preso.

O corpo da enfermeira foi enterrado na manhã deste sábado (12) em Pouso Alegre (MG). No velório, familiares e amigos não quiseram falar sobre o caso com a imprensa.

Colegas foram se despedir de enfermeira do Samu em Pouso Alegre (Foto: Reprodução EPTV / Edson Oliveira)

“Eu entrei em contato com a promotora de justiça de Peruíbe para encaminhar os documentos que existiam aqui alusivos a essa investigação e segunda-feira também diligenciarei no sentido de obter as informações de Peruíbe que certamente vão contribuir para que nós encerremos essa investigação em Borda da Mata também”, completou o promotor.

O jovem de 18 anos continua preso na Cadeia Pública de Peruíbe.

“Tragédia anunciada”, disse Tio

Um dos familiares do jovem falou com a imprensa. Ao site Terra do Mandu, o tio por parte de pai, Wellington Ramalho, disse que a morte da mãe poderia ter sido evitada: “Foi uma tragédia anunciada”, disse ao site.

O tio disse que não houve perícia na morte do irmão, e que havia sinais de violência pela casa e no corpo de Clayton. A morte dele foi dada como de causas naturais.

Clayton e Priscila estavam separados. O filho morava com Priscila em Peruíbe. Mas a mãe reclamou da agressividade do jovem e pediu que ele ficasse com o pai, em Borda da Mata. O irmão lembra que Clayton já estava com outra companheira e tinha uma filha ainda bebê. Por causa da agressividade do jovem, a madrasta saiu de casa. Ficaram filho e pai sozinhos. Dois dias depois, o comerciante foi encontrado morto dentro do quarto.

Ainda segundo o irmão da vítima, o delegado já tinha marcado para interrogar o jovem, mas antes disso, o sobrinho foi internado por parte da família numa clínica de recuperação para dependentes químicos.

O Ministério Público já havia pedido novas diligências e não concluídas. O promotor afirma que elementos que ajudariam esclarecer a morte não foram colhidos na cena.