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Guardas municipais protestam contra contratação de guarda armada em Pouso Alegre

Para Simões, guardas não tem condições técnicas e físicas; Guardas reclamam de falta de investimento

Guardas protestam contra contratação de guardas armados em Pouso Alegre (MG) (Foto: Ricardo Caroba/EPTV)

A iniciativa da prefeitura de contratar guarda armada em Pouso Alegre tem gerado protestos de guardas municipais. Nesta segunda-feira (23), guardas protestaram em frente a prefeitura durante a realização de um pregão aberto ao público.

O processo licitatório prevê a contratação de empresa de segurança para fornecer 20 novos guardas treinados para trabalho com arma de fogo. A prefeitura de Pouso Alegre será a primeira da região a contratar este tipo de serviço.

Os guardas reclamam das condições de trabalho: “Faz mais de cinco anos que a gente não recebe equipamentos de trabalho e fardamento”, explicou à EPTV a guarda Damares de Oliveira Victuriano.

Segundo o vereador Luiz Campanha (PROS), que também é guarda municipal, o Ministério Público emitiu uma recomendação para que o processo de licitação não seja realizado. “A recomendação é para que o prefeito suspendesse a licitação, porque ela não está de acordo com o ordenamento jurídico do nosso país”, disse Campanha.

Recentemente, o prefeito Rafael Simões (PSDB) disse em entrevista a uma rádio que não via condições técnicas e muito menos físicas nos guardas, e ameaçou dizendo que pensaria em extinguir a guarda municipal devido às reclamações dos guardas. A declaração foi repudiada pelo Sindicato dos Servidores Municipais.

Em nota, a prefeitura de Pouso Alegre disse que a contratação da guarda armada vai acontecer por conta do número de vandalismos e furtos em prédios públicos. Os atuais devem ser treinados para outras áreas, como o trânsito.

A prefeitura, afirma que apesar da contratação da guarda privada, será feito um investimento na guarda municipal, e que a compra de novas fardas também já está em fase de licitação.