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Posto em Pouso Alegre é alvo de operação por compra de gasolina furtada

5 postos foram alvos da operação Sul de Minas; Quatro sem bandeira, e um da rede Ipiranga. O Ministério Publico disse que não informará o nome e local do posto no momento

Foto: Divulgação Ministério Público

Um posto em Pouso Alegre foi alvo da operação Bandeira Suja, que combate o furto e a venda de gasolina da Refinaria Gabriel Passos (Regap), em Betim. O Ministério Publico disse que não informará o nome e local do posto no momento.

Segundo o Ministério Público, a operação atingiu 5 postos de uma rede no Sul de Minas: 3 em São Lourenço; 1 em Elói Mendes; e 1 em Pouso Alegre. De acordo com o MP, dos 5, apenas 1 tinha bandeira.

20 mandados de busca e apreensão foram cumpridos, sendo 14 em Minas Gerais, e seis em São Paulo, além de 10 mandados de prisão (oito em MG e dois em SP).

A estimativa do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) é que 40 mil litros de gasolina (sem mistura) estavam sendo furtados por semana. O prejuízo estimado à Petrobras é de aproximadamente R$ 2,5 milhões.

Segundo o Gaeco, a organização criminosa furtava a gasolina da Regap por meio de dutos que foram estrategicamente instalados. O combustível era, então, armazenado em caminhões-tanque e transportado para o Sul de Minas Gerais, sendo vendido posteriormente por uma rede de postos nas cidades de São Lourenço, Pouso Alegre e Elói Mendes.

Foto: Divulgação Ministério Público

De acordo com o Gaeco, estão sendo apreendidos veículos de luxo, caminhões utilizados no transporte do combustível furtado e uma aeronave, cujo valor é de aproximadamente R$ 1 milhão.

As investigações, que contaram com o trabalho do setor de inteligência do MPMG, começaram em março deste ano. Os policiais militares que atuam no Gaeco descobriram todo o modus operandi da organização criminosa, desde o furto na Regap até a venda da gasolina furtada no Sul de Minas Gerais.

Foto: Divulgação Ministério Público

O combustível vendido no Sul de Minas será alvo de fiscalização do Procon-MG e da Receita Estadual. O foco do Procon-MG é a qualidade do combustível vendido nos postos onde a gasolina furtada era comercializada e o possível prejuízo causado aos demais postos de combustíveis situados em São Lourenço, Elói Mendes e Pouso Alegre. Já a Receita investigará a questão da sonegação de impostos.

Além do Gaeco local, a operação contou com a participação das Polícias Civil e Militar de Minas Gerais e apoio dos Gaecos de São Paulo e da Bahia.