PousoAlegrenet

Menu

Acusado de matar psicólogo é condenado a 13 anos de prisão em Pouso Alegre

Funcionário confessou ter matado o patrão, com quem tinha relacionamento amoroso em sigilo. Ele alegou que era chantageado

Rodrigo (esq.) era funcionário de Aldo (dir.). Os dois mantinham relacionamento amoroso em sigilo (Foto: Reprodução Facebook)

Foi condenado a 13 anos de prisão o homem acusado de matar o psicólogo e empresário Aldo Ferreira em Pouso Alegre. Rodrigo Marcelo de Oliveira Meireles foi condenado durante júri popular realizado nesta sexta-feira (5).

Rodrigo Meireles foi condenado a 12 anos pelo crime de homicídio duplamente qualificado, por motivo fútil e de modo que impossibilitava a defesa da vítima, e a mais 1 ano pela ocultação do cadáver. Ele foi levado para o presídio de Pouso Alegre.

O caso

O crime aconteceu no início de maio de 2016. A vítima foi dada como desaparecido. Após três dias, o corpo de Aldo foi encontrado em uma estrada.

Segundo a polícia, o crime aconteceu na casa de Aldo, no distrito do Pantano. Rodrigo o dopou com comprimidos, e quando ele adormeceu, o matou com dois tiros na cabeça.

Depois, enrolou o corpo em um cobertor, o colocou em um carro, e o abandonou em uma estrada do bairro Sertãozinho. Ele teria jogado a arma de uma ponte próxima ao local do crime, e descartado as chaves do carro no bairro São Geraldo, após abandonar o veículo no São João.

O suspeito foi preso na casa da namorada, em Machado. Ele era funcionário de Aldo. Segundo a polícia, os dois tinham um relacionamento amoroso que era mantido em sigilo.

Rodrigo confessou o crime. À época, ele disse que estava sendo chantageado pelo psicólogo. Nos depoimentos, testemunhas relataram que o suspeito se dizia pressionado após o fim do relacionamento e que a vítima havia gravado vídeos com relações sexuais entre eles e pretendia divulga-los.

Segundo o assistente de acusação, Rodrigo mostrava frieza, e teria conversado com a família ainda durante as investigação, dizendo que estava auxiliando nas buscas, mesmo já tendo o matado.

A família da vítima não quis falar sobre o júri. Segundo o advogado da família, Igor Ferreira Rosa, a mesma está muito esperançosa de que seja feita justiça.