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Base do prefeito veta requerimento de informações sobre bolsas de estudos em Pouso Alegre

Desde setembro, base passou a vetar requerimentos da oposição

Foto: Câmara

Os vereadores da base do prefeito, maioria na Câmara, vetaram na última terça-feira (16) um requerimento que pedia informações sobre as bolsas de estudos concedidas pela prefeitura de Pouso Alegre. O requerimento solicitava nome dos alunos, faculdades, e valores pagos em 2017 e 2018 pela prefeitura.

O requerimento era de autoria do vereador Campanha (PROS), oposição ao prefeito. Ele foi vetado por 7 a 6. Votaram contra: Adelson do Hospital, Adriano da Farmácia, Arlindo Motta Paes, Odair Quincote, Oliveira, Prof.ª Mariléia, Rodrigo Modesto.

Base passou a vetar requerimentos da oposição

Desde setembro, requerimentos da oposição, que antes eram aprovados de forma quase automática, passaram a ser vetados. A mudança acontece em meio ao período eleitoral, e coincidência ou não, após o caso da sindicância da FUVS que apontou suposta compra irregular de medicamentos do hospital pelo prefeito.

Nesta aparente mudança de postura, o primeiro requerimento vetado foi justamente um que envolvia o Hospital das Clínicas Samuel Libânio. Era solicitado informações sobre o cumprimento da pactuação da prefeitura com o hospital para a realização de exames laboratoriais e análises clínicas.

Outros requerimentos também foram vetados, como um que cobrava informações sobre a aprovação do ‘Residencial Gran Royalle’, empreendimento construído na área de ação do aeroporto municipal, e sobre os processos judiciais do Teatro Municipal.

Oposição critica vetos

Campanha criticou a estratégia da base governista. “É lamentável quando os pares rejeitam os requerimentos dos outros colegas. Nós não sabemos qual o intuito disso. Nós não sabemos se eles estão lá para defender o interesse do povo ou o da administração. Eles estão lá para defender os interesses de quem?”, questiona o vereador.

Para Dr. Edson, do partido do prefeito, mas fora da base de apoio, a atitude cerceia o direito de investigação:“A atitude do legislativo ao cercear o direito de investigação dos seus próprios pares, no mínimo, causa estranheza e perplexidade, sobretudo quando os pontos questionados são de extremo interesse da população”, avaliou.

Liderança da base nega haver orientação

Procurado pelo PousoAlegrenet, o líder do prefeito na Câmara, Rodrigo Modesto (PTB), disse que não há qualquer orientação para vetar os requerimentos, e que os votos foram da consciência e avaliação de cada vereador sobre a necessidade.

Questionado sobre se os vetos não estariam impedindo os vereadores de exercer o dever de fiscalização, Modesto disse que os vereadores também podem recorrer ao Ministério Público.