PousoAlegrenet

Menu

Prefeitura rebate críticas à podas e cortes após queda de árvores em Pouso Alegre

Segundo a prefeitura, as medidas visam evitar situações de risco para a população. Movimento dizem querer ser ouvidos

Foto: Prefeitura

A prefeitura de Pouso Alegre enviou à imprensa nesta quarta-feira (27) um comunicado rebatendo as críticas que tem sofrido devido as podas e cortes de árvores na cidade. Segundo a prefeitura, as medidas visam evitar situações de risco para a população, como ocorreu nesta segunda-feira (25), quando várias árvores caíram durante um temporal.

De acordo com a Prefeitura, “sete árvores caíram ou tiveram seus galhos partidos, danificados e atirados sobre a rede elétrica, rompendo cabos e causando a interrupção do fornecimento de energia em diversos bairros, alguns por várias horas. Também veículos e casas foram atingidas e seus proprietários sofreram consideráveis prejuízos”.

Foto: Redes Sociais

Sempre que há a retirada de uma árvore, a prefeitura é muito criticada, principalmente por parte de pessoas ligadas a questões ambientais. Segundo a prefeitura, as críticas acontecem “mesmo que comprove que a árvore alvo de corte ou supressão de galhos representa risco à população ou que esteja em condição fitossanitária comprometida”, diz no comunicado.

Segundo a prefeitura, todas as árvores que são cortadas ou podadas passam por rigorosa análise da Secretária de Meio Ambiente, com avaliações de profissionais, e embasadas na Lei Ordinária 3584/1999.

O comunicado ainda elenca as ações de recuperação de matas nativas e degradadas pela Secretaria Municipal de Meio Ambiente. Segundo esses dados, desde 2017, mais de 7 mil mudas de árvores teriam sido plantadas em bairros e áreas verdes do município.

Foto: Prefeitura

Críticas

A mais recentes foram no final de janeiro, devido ao corte de uma árvore na Duque de Caxias, e a um projeto de cortar uma árvore para ampliar uma escola na Praça João Pinheiro. Um abaixo-assinado coletou mais de 4 mil assinaturas contra os cortes.

Uma das representantes do movimento ‘Amigos da Praça’, Ana Guimarães, disse à imprensa que as intervenções feitas pela Prefeitura deveriam ser melhor justificadas à sociedade: “Primeiro que a gente tem que ser ouvido. Segundo, o Ministério Público tem que atuar também, porque se uma árvore oferece risco, lógico que ninguém vai questionar isso porque ninguém quer que a população corra qualquer risco, mas não é o que a gente tem observado e árvores extremamente saudáveis estão sendo retiradas”, disse.