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Declaração de Gilmar Mendes citando Pouso Alegre gera confusão nas redes sociais

Gilmar criticava procuradores da Lava-jato, formados em Harvard, e enaltecia presidente do STJ, formado em Pouso Alegre. Mas declaração, compartilhada fora do contexto do discurso, deu a entender que ele estaria desmerecendo o curso de direito da cidade

Ministro Gilmar Mendes durante sessão da 2ª turma do STF. Foto: Nelson Jr./SCO/STF

Uma declaração do ministro do Supremo Tribunal Federal Gilmar Mendes durante um julgamento nesta quinta-feira (14) causou polêmica em Pouso Alegre. Na declaração, O ministro disse que certas pessoas não mereciam diploma de Pouso Alegre.

A declaração, compartilhada parcialmente e fora do contexto do discurso, deu a entender que ele estaria desmerecendo o curso de direito da cidade, o que gerou revolta de muitos ex-alunos da Faculdade de Direito do Sul de Minas (FDSM). Porém, quem acompanhou o discurso de mais de 20 minutos na integra, percebeu que Gilmar Mendes estava era defendendo o curso de direito de Pouso Alegre.

Gilmar estava criticando os procuradores da Lava-Jato, que teriam atacado o presidente do Superior Tribunal de Justiça João Otávio de Noronha, formado em Pouso Alegre. Gilmar leu em um texto atribuído aos procuradores: “O ministro João Noronha, do STJ, não possuía currículo que pudesse classificá-lo como pessoa de “notável saber jurídico”, requisito constitucional para acesso aos cargos nos tribunais superiores. Formou-se na pequena Pouso Alegre/MG, jamais passou perto das cadeiras acadêmicas de mestrado e doutorado, exercendo por toda a vida o cargo de advogado do Banco do Brasil. Ao menos é isso que suas decisões fazem crer”, diz o texto.

Mendes criticou o coordenador da lava-jato, Deltan Dallangnol, com formação em Harvard. “Se eles estudaram em Harvard, são uns cretinos, não sabem o que é processo civilizatório”, disse Gilmar Mendes, sobre os promotores da Lava-Jato.

Segundo Gilmar, o presidente do STJ merecia ser chamado de João Notável de Noronha. “Oxalá se tivessem se formado em Pouso Alegre. Que tivessem a noção de república que tem João Otávio de Noronha”, criticou Gilmar.

Depois, o ministro continuou, “É inadmissível tentar constranger juízes dessa forma. Vazando informações, atacando pessoas, vilipendiando a igualdades de armas. Não se pode permitir que essa Corte seja achincalhada por pessoas que não mereciam diploma de Pouso Alegre”, concluiu.

Gilmar Mendes defende e enaltece Noronha, formado em Pouso Alegre

Gilmar Mendes diz que promotores não mereciam diploma de Pouso Alegre