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Programa aéreo do Governo de Minas é descontinuado em Pouso Alegre e Sul de Minas

Prejuízo acumulado seria de R$ 27 milhões em dois anos. Passagens custavam R$ 500 ida, e R$ 900 ida e volta

Último voo pelo programa em Pouso Alegre aconteceu nesta sexta (Foto: Sterferson Henrique)

O Governo de Minas descontinuou nesta sexta-feira (5) as rotas de Pouso Alegre, Varginha e Poços de Caldas no programa Voe Minas, serviço estadual de Taxi aéreo. Esta semana, o jornal O Tempo publicou que o governo Zema (Novo) estuda acabar com o programa.

O fim da rota, e possibilidade do fim do programa, desagradou usuários e pessoas do ramo de aviação: “É uma perda muito grande para Pouso Alegre, Varginha e Poços de Caldas. Esses cortes vão afetar o desenvolvimento de Minas, será um retrocesso ao invés de progresso”, disse o piloto Steferson Henrique de Oliveira Silva.

O programa foi lançado em 2016 pelo governo Pimentel (PT) com a proposta de fomentar o turismo e negócios locais. Por meio da Codemge (Companhia de Desenvolvimento de Minas Gerais) uma empresa de aviação foi contratada para realizar voos ligando Belo Horizonte a 17 municípios mineiros.

O custo é de aproximadamente R$ 21 milhões ao ano. Para cobrir esse montante – ou pelo menos tentar – a Codemge comercializa as passagens por valores que variam de R$ 120 a R$ 820. As passagens para Pouso Alegre eram comercializadas a R$ 500 ida, e R$ 900 ida e volta.

Procurada pelo PousoAlegrenet, a Codemge informou que o projeto prevê flexibilidade na programação da malha aérea e a demanda era insuficiente para permanência no projeto.

A Codemge não informou os valores gastos e o prejuízo com o projeto. Segundo matéria recente do portal R7, da rede Record, o programa já acumula R$ 27 milhões de prejuízo em dois anos. Com déficit previsto de R$ 11 bilhões para este ano, o governo mineiro deve ainda R$ 7 bilhões aos municípios.