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Campanhas tentam ajudar Hospital Samuel Libânio a superar falta de repasses do estado

Dívida do estado com hospital chega a R$ 37 milhões.Para ajudar, moradores da região tem feito doações em dinheiro, e realizado diversas campanhas para arrecadar alimentos, lençóis, cadeiras de rodas e outros itens.

Foto: FUVS

Moradores de Pouso Alegre e região tem se unido para ajudar o Hospital das Clínicas Samuel Libânio, que passa por uma crise financeira devido a falta de repasses do governo estadual. A dívida chega a 37 milhões de reais.

Para ajudar, moradores da região tem feito doações em dinheiro e realizado diversas campanhas para arrecadar alimentos, lençóis, cadeiras de rodas, e outros itens.

Alimento é um dos principais itens arrecadados, e também um dos mais necessários. Segundo o Fundação do Vale do Sapucaí (FUVS), o hospital oferece diariamente cerca de 1000 refeições para seus pacientes, funcionários e acompanhantes. Por dia são utilizados cerca de 28 quilos de feijão, 25 quilos de arroz e 28 litros de óleo.

O leite e o óleo de soja são alimentos raros na dispensa do hospital. Por isso, as campanhas para arrecadação desses itens são permanentes. Atualmente, a própria instituição promove uma campanha para arrecadação de óleo de soja. Segundo a FUVS, o estoque está praticamente zerado.

Foto: FUVS

Campanhas na região

Só no mês de abril foram doados cerca de duas toneladas e meia de alimentos. Ações realizadas pela Casa 51 e pela 27ª Semana Interna de Prevenção de Acidentes de Trabalho (SIPAT) garantiram mais de uma tonelada de alimentos cada uma.

Voluntários de cidades vizinhas também têm colaborado. A comunidade Santo Antônio do Bairro Fazenda Velha, na zona rural em Estiva (MG) se uniu e arrecadou 400 quilos de alimentos. Da cidade também veio outra ajuda: a renda arrecadada com o show da dupla sertaneja Rio Negro e Solimões.

Pelo quinto ano consecutivo, a “Campanha de Lençóis de Borda da Mata” arrecadou e entregou lençóis. As roupas de cama são usadas diariamente nos 296 leitos ocupados em tempo integral.

“Eu fui muito bem tratada aqui e por gratidão queria fazer algo em reconhecimento ao carinho dos funcionários. Aqui é um coração de mãe que acolhe os filhos e cuida muito bem”, conta Danúzia Pereira Simões, uma das organizadoras da campanha.

Foto: FUVS

Campanha precisa ser cadastrada

A campanha para ser legítima precisa estar cadastrada na diretoria do Hospital Samuel Libânio. Isso evita que campanhas falsas em nome do hospital sejam realizadas. A instituição orienta que os interessados entrem em contato com a unidade para requerer uma ficha e cadastrar o local onde as doações serão entregues ou o nome das pessoas envolvidas nas ações.

O HCSL é universitário, privado, filantrópico e sem fins lucrativos. Atualmente, atende a 153 municípios com uma população estimada em três milhões de habitantes e os atendimentos a pacientes carentes pelo Sistema Único de Saúde (SUS) chegam a 90%.