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Homem é detido por falsa comunicação de crime em Pouso Alegre

O homem queria que o banco ressarcisse o valor. Ele apresentou quatro versões diferentes aos policiais. Câmeras de segurança comprovaram que o crime não aconteceu

Homem tenta enganar polícia ao registrar boletim de ocorrência sobre falso roubo e acaba detido (Foto: Google Street View)

Um homem foi detido pela Polícia Militar de Pouso Alegre na tarde desta quarta-feira (12) depois de comunicar um falso roubo.

De acordo com a PM, o homem acionou a polícia na noite de terça-feira (11) alegando que teria sido abordado por um indivíduo armado pouco tempo depois de sacar R$1.700,00 em uma agência bancária na Praça Senador José Bento, no centro da cidade.

A PM iniciou as diligências para tentar encontrar o suposto criminoso, mas, em contato com testemunhas e ao verificar imagens de câmeras de segurança da área, constataram que o crime não teria ocorrido.

Segundo Daniel Ferreira, tenente da Polícia Militar, durante as diligências que se estenderam até o dia seguinte, o autônomo apresentou quatro versões diferentes aos militares.

A primeira informava o roubo. A segunda versão era que ele havia sofrido um apagão e não recordava ao certo oque tinha acontecido.

Na terceira versão, ele disse que tinha perdido a carteira com o dinheiro e os documentos. Questionado pelos policiais, apresentou uma última versão que sustentou até o final; que estaria tentando um ressarcimento por parte do banco sobre o valor supostamente roubado.

De acordo com a polícia, a prática de comunicação falsa de crime tem aumentado, principalmente, envolvendo celulares. Em geral, a intenção é acionar o seguro e obter vantagem.

Normalmente, não são pessoas ligadas ao crime que se envolvem nessa prática, são pessoas de bem que cometem ações impensadas. Mas, diante da possibilidade de auferir a vantagem daquele material que pode estar perdido ou danificado, ela enxerga o seguro como um meio de estornar essa vantagem“, disse o tenente.

Ainda de acordo com o tenente Daniel, na maioria das vezes, as pessoas que fazem esse tipo de comunicação não entendem que se trata de um crime. “A maioria dessas pessoas quando são desmascaradas pela polícia ficam com muita vergonha e demonstram arrependimento porque acabaram de sujar seus nomes e ainda vão responder a um processo“.

O autônomo foi conduzido pela polícia para assinar o Termo Circunstanciado de Ocorrência (TCO) e foi liberado.