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Projeto de Lei quer combater excesso de fiação nos postes em Pouso Alegre

Além de afetar a estética do município, encobrindo inclusive patrimônios históricos e culturais, excesso de fios de telecomunicações nas vias pode trazer complicações para rede de energia, e é visto como um perigo a segurança dos moradores

Prédio do antigo Fórum, que abriga a superintendência de cultura (Foto: PousoAlegrenet)

Pelas ruas de Pouso Alegre, a população tem que lidar com um desconforto ótico: o excesso de fio de telecomunicações. Além de afetar a estética do município, encobrindo a fachada de lojas e inclusive patrimônios históricos e culturais, o excesso de fios de telecomunicações nas vias pode trazer complicações para a rede de energia, e é visto até como um perigo a segurança dos moradores.

O problema é visível nas ruas de toda cidade. A fiação subterrânea, que seria a solução mais elegante, tem um custo considerado muito elevado, ainda mais se considerando um problema que afeta toda a cidade, e não apenas a região central.

Cruzamento da R. Adalberto Ferraz com Rua São José. Trecho já teve muitos problemas com a fiação elétrica (Foto: PousoAlegrenet)

Uma solução viável à curto prazo, e que pode atender toda a cidade, foi enviada pelo prefeito Rafael Simões (PSDB) a Câmara Municipal: Um projeto que obriga a Cemig a retirar o excesso de fiação de postes em Pouso Alegre. A primeira votação aconteceu na última terça-feira (13), com aprovação unanime.

A Cemig, concessionária do sistema de energia elétrica, é a responsável pelos postes na cidade, e cobra uma taxa das operadores de telecomunicações para utilizar os postes.

Pelo projeto, a concessionária fica obrigada a realizar o alinhamento dos fios dos postes, e retirar fios excedentes, sem uso e demais equipamentos inutilizados. O projeto ainda estabelece que a Cemig não poderá fazer qualquer cobrança adicional dos consumidores para cumprir as obrigações prevista na lei.

Cruzamento da R. Adalberto Ferraz com Rua São José. Trecho já teve muitos problemas com a fiação elétrica (Foto: PousoAlegrenet)

Cada notificação ou denúncia não regularizada, sujeitará a concessionária a multa de 1.000 UFM (aproximadamente de R$ 4.300). Pelo projeto, mesmo pagando a multa, a concessionaria ainda terá que sanar as irregularidades.

O projeto ainda aguarda a segunda votação. Se for aprovado e sancionado, a concessionária terá até o final deste ano para regularizar a situação.