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Lutando contra lesões, pouso-alegrense Bárbara faz final marcante na seletiva para o pré-olímpico de Karatê

Após 14 lutas, Bárbara e Brenda Padilha fizeram uma final que parou e emocionou o ginásio. Ambas sofreram com as lesões, mas continuaram a lutar. No final, a pouso-alegrense acabou perdendo por 3 a 0, mas foi aplaudida e teve o nome gritado pelo ginásio

Barbara Rodrigues é amparada pela equipe médica — Foto: Renato Aoki / Além do Kiai

A pouso-alegrense Bárbara Helen é a carateca Brenda Padilha marcaram a seletiva para o pré-olímpico de Karatê nesta sexta-feira (8). Lesionadas, e após 14 lutas, as duas fizeram uma final que parou e emocionou o ginásio.

Quem levasse a melhor, estaria pré-classificada para o torneio de Paris onde serão decididas as últimas vagas para Tóquio.

Lesionadas e desgastadas pelas 14 lutas, as duas fizeram um duelo em que os golpes eram misturados às lagrimas tamanha era a dor de ambas.

Logo com dez segundos de luta, Barbara caiu no tatame chorando muito e não conseguia levantar. A equipe médica foi atender ela, a torcida gritava, a mãe se desesperava do lado de fora. Depois de alguns minutos e com ajuda dos médicos, Barbara levantou ainda chorando. Enquanto isso, Brenda tentava não ficar parada e também chorava.

Ainda chorando, Bárbara levantou com a ajuda da equipe médica. Brenda também caiu sentindo as lesões. Bárbara caiu novamente, e mais uma vez levantou. Durante a luta, em meio aos golpes, ambas se davam alguns segundos para chorar.

“Ontem, eu tive uma lesão, eu trinquei a costela. Então hoje eu nem poderia estar aqui na verdade. Mas pelo sonho olímpico a gente vem né? (choro). Durante a luta, com o desgaste físico, eu comecei a sentir muita câimbra. Primeiro, foi de um lado, a coxa e a panturrilha, e eu não conseguia levantar. Depois, pegou as duas pernas e foi muito difícil conseguir levantar e continuar. Mas eu sabia que era minha única chance, então dei meu máximo. Infelizmente, eu não venci a final, mas sei que dei meu máximo. Eu pensava assim: “vou fazer por todo mundo que está torcendo por mim. Pelos meus pais, pela minha família, que sempre esteve comigo”. E por mim mesmo. O sonho olímpico é muito meu desde sempre. Eu sempre quis ir para as Olimpíadas e eu sei que essa era minha chance. Tecnicamente, não vinha nada. A única coisa que eu pensava era “vou continuar, eu vou lutar até ao fim, até minha última força” – disse Barbara.

Brenda chora enquanto é atendida — Foto: Renato Aoki / Além do Kiai

No final, Brenda levou a melhor por 3 a 0, mas o ginásio inteiro aplaudiu e gritou o nome das duas.

“A Barbara é muito minha amiga, a gente é amiga de seleção há anos, e eu tenho um carinho muito especial por ela. A gente queria chegar na final juntas. Mas meu coração…eu sei o quanto eu mereço, eu treino todos os dias, eu tenho minhas dificuldades, e apesar de tudo, Deus está comigo”, disse Brenda.

Bárbara e outras duas brasileiras ainda disputam uma vaga no pré-olímpico.