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Zema decreta fechamento, mas divisas seguem abertas nessa segunda-feira

Polícia Rodoviária Federal garante que não há orientação para impedir fluxo nas BRs

As divisas mineiras seguem abertas após decreto do governador. Na última sexta-feira, 20, o chefe do Executivo de Minas Gerais, Romeu Zema, publicou um decreto a fim de fechar as divisas do estado para alguns tipos de veículos. Apesar disso, a Polícia Rodoviária Federal afirma que não há orientação para impedir fluxo nas BRs.

O decreto de Zema prevê que o transporte intermunicipal de passageiros deve circular com metade da capacidade. Além disso, estabelece o fechamento de divisas para vans e ônibus de passageiros, que não podem sair ou entrar no estado. Por outro lado, o transporte individual não está restrito, assim como o de cargas, este a fim de garantir o abastecimento.

Em algumas localidades, como Poços de Caldas, por exemplo, na divisa com o estado de São Paulo houve restrição para entradas até mesmo de veículos de passeio que não são do município. Apesar disso, a PRF garante que as rodovias federais que ligam estados não estão sendo bloqueadas.

A PRF preservará a livre circulação dos usuários das rodovias federais de todo país. Até o momento, não há orientação ou determinação governamental e dos órgãos oficiais de saúde de que interromper o tráfego seja uma das formas de prevenção a ser adotada. Desse modo, não há interrupção da circulação de pessoas e veículos nas BRs interestaduais ou intermunicipais“, diz uma cartilha divulgada pela Polícia Rodoviária Federal.

Nessa segunda-feira, 23, o governador mineiro concedeu entrevista coletiva e, mesmo após seu decreto, pediu que os prefeitos do estado tenham cautela ao determinar o fechamento de divisas.

Cheguei a conversar com alguns prefeitos, por telefone, porque, em algumas cidades, do meu ponto de vista, houve um excesso. Centros de distribuição, onde empresas recebem mercadorias para uma série de lojas, não podem parar, o e-commerce não pode parar. Nesses casos, não há o atendimento ao público. Há a recepção e expedição de mercadoria. Adotando medidas de segurança, elas devem continuar funcionando. Caso contrário, a população vai ficar sem bens nos supermercado e drogarias“, disse Romeu Zema.