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História das eleições em Pouso Alegre é repleta de curiosidades, disputas acirradas, vexames, e polêmicas

Veja a história e retrospectivas das eleições em Pouso Alegre

As eleições 2020 já se aproximam. Mas você sabe como foram as outras eleições em Pouso Alegre? Devido a falta de registros de votos das eleições anteriores, veja os resultados das eleições para prefeito de 1988 à 2016.

1988

Em 88, Pouso Alegre teve uma das eleições mais acirradas de sua história. Com os votos sendo no papel, foram três dias de apuração e ansiedade. Faltavam apenas três urnas do Pantano e nada estava decidido.

Terminada a apuração, Jair Siqueira venceu com 12.618 votos, 173 a mais que Geraldo Cunha. Em terceiro ficou Cândido de Souza, o Candico e em quarto Maria Ângela.

1992

Em 92, poucos dias antes da eleição, o então candidato a prefeito e Deputado Federal João Batista Rosa, o Rosinha, votou a favor do impeachment de Collor. Rosinha foi eleito com mais de 18 mil votos, vencendo Enéas Chiarini, Cláudio Afonso, e Marçal.

1996

Em 96, Jair Siqueira também deixou o cargo de deputado federal para ser prefeito e teve uma votação expressiva, mais de 30 mil votos, derrotando Geraldo Cunha, Maria Ângela e Darcy Campos.

2000

No ano 2000, Pouso Alegre teve a primeira eleição com urna eletrônica. Uma curiosidade, é que essa foi a primeira eleição depois do Regime Militar em que o PT não lançou candidato próprio a prefeito, entrando como vice na chapa de Enéas Chiarini. Enéas venceu com mais de 28 mil votos. Jair Siqueira ficou em segundo e Mazon em terceiro.

2004

Em 2004, mais uma eleição acirrada. Era a primeira disputa eleitoral do atual prefeito Rafael Simões, e do ex-prefeito Agnaldo Perugini, contra os tradicionais Enéas Chiarini e Jair Siqueira.

Perugini aparecia em quarto lugar nas pesquisas. Mas durante a apuração, despontava como segundo, e pouca diferença para o primeiro colocado. Com a possibilidade de vitória já na sua primeira eleição, Perugini protagonizou seu primeiro vexame na Avenida Dr. Lisboa.

Chovia, e faltava pouco para o final da contagem. Um caminhão de som da campanha de Jair Siqueira entrava na Avenida Dr Lisboa. Foi quando Perugini se deitou em frente ao caminhão, no chão molhado pela chuva, dizendo que apuração não havia acabado, e tentando impedir a comemoração antecipada. Policiais tiveram que intervir.

A cena de nada impediu a comemoração de Jair Siqueira e seus eleitores. Siqueira foi eleito com 18 mil votos, 2% a mais que Agnaldo Perugini, que teve 17 mil. Eneias Chiarini teve 15 mil, Rafael Simões 10 mil, e Daniel Dias 1 mil.

2008

Em 2008, outra eleição cheia de polêmicas. Jair Siqueira, foi cassado pelos vereadores, mas conseguiu na justiça retornar a prefeitura, e disputou mais uma vez as eleições para prefeito.
Seus adversários eram, novamente Agnaldo Perugini, e Virgilia Rosa.

Uma curiosidade que marcou essa eleição, foi a distribuição de panfletos anônimos. O primeiro divulgava uma pesquisa eleitoral falsa. Esse na imagem, fazia ataques a Perugini, por ter sido padre e depois se casado, e sobre o histórico político de seu irmão, prefeito em Hortolândia, São Paulo.

O panfleto porém, não impediu Agnaldo Perugini de se tornar prefeito de Pouso Alegre. Ele alcançou sua sonhada vitória com mais de 34 mil votos, vencendo Jair Siqueira e Virgília.

2012

Em 2012, aconteceu uma cena curiosa. No último dia de campanha, Perugini e Enéas Chiarini resolveram fazer seus comícios no mesmo local. Na Avenida Dr. Lisboa.

Perugini venceu e tornou-se o primeiro candidato reeleito de Pouso Alegre, com mais de 36 mil votos, superando Enéas Chiarini e Douglas Vasconcellos.

2016

Em 2016, Pouso Alegre teve a eleição mais unânime de sua história, mas não menos tumultuada. Após o PSDB anunciar Rafael Simões como pré-candidato, o diretório local decidiu voltar atrás, e tentou emplacar o nome de Chico Rafael. Simões que havia se destacado em sua gestão na FUVS, era o favorito da eleição, e tinha apoio do diretório estadual. A disputa foi então parar na justiça, mas a decisão favorecendo Simões só saiu dias antes da eleição.

Mesmo assim, Rafael Simões conseguiu uma vitória histórica. Bateu dois recordes da cidade. Venceu com 69% dos votos validos, a maior porcentagem que se tem registro na cidade, e com quase 50 mil votos, o maior número de votos da história de Pouso Alegre. Em segundo ficou Alexandre Magno com pouco mais de 7 mil, Ricardo Puccini com 6 mil, Virgília Rosa com 6 mil, e Wilson com 805 votos.

Os candidatos da eleição 2020 deverão ser anunciados nos próximos dias, após as convenções partidárias e o registro das candidaturas.