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Juiz concede liminar obrigando Copasa a regularizar abastecimento de água na região do Altaville em Pouso Alegre

Copasa justifica problema devido aumento do consumo e estiagem. A companhia informou que pode adotar rodízio de abastecimento na cidade. Algumas contas de água pularam de R$ 200 para até R$ 6 mil

Moradores do bairro Altaville tem enfrentado falta constante de água

A Prefeitura conseguiu na justiça uma liminar que obriga a Copasa regularizar o fornecimento de água na região do Altaville em Pouso Alegre. A decisão liminar foi proferida nesta segunda-feira (5) pelo juiz da 1ª Vara Cível José Hélio da Silva.

A liminar obriga a Copasa a regularizar em até 48 horas o fornecimento de água nas residências , sob pena de multa diária de R$ 30 mil. Ela também está obrigada a notificar com antecedência mínima de 24 horas os moradores afetados com a suspensão dos serviços, e a fornecer água potável, dentro dos parâmetros de consumo determinados normativamente. O juiz não concedeu o pedido para obrigar a empresa a restituir os valores cobrados abusivamente.

A Copasa ainda pode recorrer. Segundo ela o problema vem sendo causado pela estiagem e o aumento de consumo de água em cerca de 20% nos últimos dias, o que tem causado um desequilíbrio no abastecimento de Pouso Alegre. Por meio de nota, a Copasa ainda informou que se a situação se agravar, será adotado o rodízio de abastecimento de água na cidade, e casos serão atendidos com caminhão-pipa.

Relembre o caso

Moradores dos bairros Pousada dos Campos e Altaville em Pouso Alegre fizeram um abaixo assinado reclamando da má prestação dos serviços da Copasa. Segundo os moradores, o fornecimento de água vem sendo interrompido sem aviso prévio por diversos dias e várias vezes ao mês.

O problema fica ainda pior. Quando retorna o abastecimento, a <mark>água vem acompanhada de ar, girando o hidrômetro</mark> e ocasionando um aumento significativo nas contas de água. Há casos de moradores que tinha contas na faixa de R$ 200, e passaram a receber contas no valor de R$ 4 mil e R$ 6 mil.

Segundo os moradores, eles entraram em contato com a Copasa por diversos canais de atendimento mas os problemas não foram solucionados.

Foi então que o Procon notificou a empresa, e a prefeitura entrou na justiça para tentar obrigar a Copasa a regularizar o serviço.