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Polícia Civil iniciará coleta de DNA de condenados em Pouso Alegre para banco de dados

Com os dados individuais e únicos, a Perícia Criminal poderá chegar a identificação do suspeito ao cruzar com vestígios em cenas de crime

Foto: Policia Civil

A Polícia Civil iniciará em Pouso Alegre a coleta de material genético de condenados para o banco de dados que vai auxiliar nas investigações de crimes. O primeiro passo foi o treinamento realizado nesta quarta-feira (06), ministrado pelas peritas do Posto de Perícia Integrada de Pouso Alegre (PPI).

Participaram do curso os servidores da saúde e agentes penitenciários do Presídio de Pouso Alegre. As peritas Carina de Oliveira Dumont Horta, Angélica Silva Pereira e Érica Molfetti Martins conduziram o treinamento orientando a forma correta para coletar a amostra de DNA da cavidade oral dos 120 condenados por crimes contra a pessoa, selecionados nesta primeira fase.

Imagem : Reprodução Polícia Civil

A Rede Integrada de Bancos de Perfis Genéticos foi instituída pelo Decreto 7950/ 2013 e visa criar um Banco de dados de DNA para que seja feita a comparação com vestígios genéticos encontrados em cenas de crime. Desta forma, é realizada a identificação do suspeito. Com isso, as investigações contam com uma prova material que contribui para apuração e prisão do autor do delito.

De acordo com pesquisa realizada pelo IPEA/CNJ, um a cada quatro condenados reincide no crime, com os dados genéticos em um banco de dados, fica mais fácil a identificação e detenção, evitando que se façam novas vítimas.

O objetivo do Ministério da Justiça e Segurança Pública é atingir 50% dos detentos em todo o país. Além disso, desde já, os dados coletados e os cruzamentos com materiais colhidos já auxiliarão nas investigações em andamento.

Em Pouso Alegre, as coletas no Presídio devem iniciar na próxima semana, ainda sem dia definido.