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Escola infantil em Pouso Alegre suspende aulas após caso de Covid em alguns funcionários

4 funcionários testaram positivo no Galileu, que recebe crianças de 0 a 6 anos. Nenhum aluno teve sintomas ou confirmação. Suspensão de toda a escola, ao invés de apenas turma, foi precaução, explicou diretor

Colégio suspendeu as aulas após alguns funcionários testarem positivo para Covid (Foto: Google)

O Centro Educacional Infantil Galileu em Pouso Alegre decidiu suspender as aulas por uma semana após alguns funcionários testarem positivo para a Covid. A suspensão teve início na sexta-feira (28) passada.

O Galileu recebe crianças de 0 a 6 anos. Ele faz parte do grupo educacional do Colégio Objetivo, mas fica em uma unidade separada no bairro Fátima.

Segundo o diretor Elton de Souza, 2 professores e 2 funcionários administrativos testaram positivo para Covid. Nenhum aluno apresentou sintomas ou positivou para a doença.

“Seguindo os protocolos, como trabalhamos em bolha, sem contato entre as turmas, poderíamos suspender apenas algumas turmas, mas como são crianças muito pequenas, preferimos fazer assim para resguardar melhor a todos”, explicou Elton.

Segundo ele, os protocolos são seguidos. “Nesse momento mesmo eu tenho 1 turma suspensa no Objetivo. Na segunda-feira de manhã, uma mãe informou a escola que toda a família tinha sido contaminada. Por padrão, a gente já suspende essa turma. Na segunda nem teve aula pra essa turma. No Galileu a atitude é diferente porque são crianças muito pequenas. De 0 a 2 anos não usam mascara. Acima de 3 já usa. Então nós optamos por essa suspensão”, conta Elton. No Objetivo, os alunos estão trabalhando no modelo híbrido, com aulas dia sim e dia não.

O Sindicato dos Professores do Estado de Minas (SINPRO-MG) publicou uma nota onde dizia ter feito uma denúncia nesta terça-feira (1) à Vigilância Sanitária contra o Colégio Objetivo. Na nota, o Sindicato pede que sejam transferidos para o ensino remoto todo os professores e alunos de todas as escolas, e não apenas do Galileu.

O sindicato ainda diz que recebeu denúncias de pais preocupados e que professores receberiam pressão para não falarem nada a respeito da Covid. “O sindicato chegou a receber denúncias de pais, preocupados com a situação, e que manifestaram incômodo com a insistência da escola por pressão para aulas presenciais”, disse o Sindicato.

Em resposta, o Colégio Objetivo publicou uma nota nas redes sociais e disse ser falsa e leviana as acusações do Sindicato. “Seguimos rigorosamente o Protocolo Sanitário adotado e sempre tomamos decisões amparadas no referido documento, com o apoio dos responsáveis técnicos que supervisionam todas as nossas atividades escolares. A segurança e a saúde de nossa Comunidade Escolar estão acima de tudo; jamais colocaremos em risco nossos alunos ou colaboradores”.

O Colégio Objetivo disse estar sendo retaliado pelo Sindicato e criticou a aglomeração promovida pelo Sindicato no sábado: “Esclarecemos que tais veiculações são retaliações contra a luta incansável de nossa Escola pelo direito à Educação de nossas famílias e estudantes. Sabíamos que o nosso posicionamento seria alvo de práticas levianas por parte deste Sindicato. Mais uma vez, a postura do SINPRO-MG é lamentável. Até o momento não propôs ou participou de nenhum debate para a construção dos protocolos sanitários e ao contrário, promoveu e participou de aglomerações no último sábado na região central de nossa Cidade.”

O PousoAlegrenet conversou com a mãe de um aluno do Galileu, que não quis ter sua identidade exposta. Ela disse que professores conversaram abertamente com ela sobre a questão: “Preocupação a gente tem. Mas eles fazem tudo direitinho. É a coisa mais linda. Você vê ele escovando dente sozinho. Chega em casa, mostra a mão, pede pra passar álcool gel”, conta a mãe.

O PousoAlegrenet também tentou contato com a Vigilância Sanitária, mas ainda não obteve resposta. Segundo o diretor da escola, não houve qualquer ação da vigilância contra a escola, já que estão sendo seguidos rigorosamente os protocolos.