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Diário, nó folgado, e outros indícios: porque suicídio não foi descartado no caso Marilda em Pouso Alegre

São pelo menos 9 indícios. Tecnicamente, é possível entrar no porta-malas, se amarrar, puxar a porta e ingerir algo. Nó era simples e facilmente rompível; Foi confirmado que ela já havia tentado suicídio antes. Família não acredita

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Marilda tinha 37 anos (Foto: Redes Sociais)

Diversos elementos indicam porque a Polícia Civil ainda não descartou a possibilidade de suicídio no caso da psicóloga Marilda, encontrada morta amarrada dentro do porta-malas do carro em Pouso Alegre.

A possibilidade tem gerado inúmeros questionamentos nas redes sociais, que acreditam que a hipótese é absurda. A Polícia Civil divulgou vídeo na manhã desta terça-feira dizendo que não descartava a hipótese.

Para a Polícia, elementos ainda deixam essa possibilidade em aberto. Confira abaixo:

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  1. A vítima tentou suicídio em janeiro deste ano, e ficou em coma no hospital. A informação dada pelo marido foi confirmado pela Polícia.
  2. No diário e outras anotações pessoais dela foram encontrados textos que apontam para uma pessoa em momento de profunda depressão, tristeza e insatisfação com a vida.
  3. O corpo de Marilda não tinha marcas de violência, o que leva a possibilidade de intoxicação, seja forçada, ou por suicídio.
  4. Apesar de parecer surreal, é tecnicamente possível uma pessoa entrar no porta-malas de um carro, amarrar os próprios pés e mãos, puxar a porta, e depois, ou até antes, ingerir alguma substância. Basta uma simples busca no google para ver diversos sites ensinando como amarrar a si mesmo.
  5. Ela estava amarrada com nós simples e folgados, feitas com fita de cetim e cadarço. Os nós poderiam ser facilmente feitos ou desfeitos por qualquer criança.
  6. Os pulsos e pernas dela não tinham marcas de que teria tentado romper o nó. Isso pode indicar que ela tenha sido amarrada só após ter sido morta, ou que não tentou se desamarrar.
  7. Até o momento, todas informações prestadas pelo veterinário bateram com a checagem feita pela Polícia.
  8. Ainda depende dos exames toxicológicos apontarem algum envenenamento ou overdose. Mas se alguém a envenenou para fazer parecer um suicídio, por que depois de mata-la, o suposto assassino a amarrou e trancou no porta-malas do carro? Se era para parecer suicídio, não faria mais sentido ela ser encontrada deitada na cama, por exemplo?
  9. Se foi homicídio por alguma outra causa que não envenenamento, por que deixar o corpo no porta-malas do carro ao invés de leva-lo para outro lugar?

Esses são alguns dos indícios encontrados pela polícia, e perguntas que ainda precisam de resposta.

Familiares dizem que a psicóloga encontrada morta iria se separar do marido, e não acreditam em suicídio. Eles pedem que seja feita justiça. Veja aqui.

O marido até o momento não quis falar com a imprensa. O advogado dele, disse apenas que o cliente está colaborando com as investigações.

O PousoAlegrenet seguirá acompanhando o caso e trazendo mais detalhes até que tudo seja elucidado.